Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Silva, Paulo Vitor Moreira da
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Orientador(a): |
Menegat, Elizete Maria
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Banca de defesa: |
Penha, Viviane Souza
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Gomez, André Villar
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Serviço Social
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Departamento: |
Faculdade de Serviço Social
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/11465
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Resumo: |
A sociabilidade capitalista vivência um momento de crise estrutural que tem seu cerne na própria dinâmica do sistema produtor de mercadorias. O desenvolvimento desse sistema possibilitou, nas ultimas décadas, um revolucionamento das forças produtivas com impactos na esfera do trabalho e, principalmente, nas possibilidades de reprodução e na condição de vida das pessoas que vivem do próprio trabalho. Na atualidade a Revolução 4.0 confirma uma das múltiplas contradições do modo de produção vigente, identificadas por Marx já no século XIX, onde o investimento é cada vez maior em capital constante em detrimento do capital variável. Os processos produtivos estão cada vez mais autonomizados, demandando cada vez menos força de trabalho. Este processo significa uma contradição e um entrave à valorização do capital pois expulsa o humano dos processos produtivos e não demonstra sinais de que irá reaproveita-lo em outro momento. Os altos índices de desemprego, associados à informalidade e à superexploração da força de trabalho das pessoas que conseguem se inserir produtivamente são elementos que compõem o quadro da crise. Em grande parte do mundo ocidental o desemprego coexiste com o subemprego, com a fragilidade dos vínculos empregatícios e com rendimentos que inviabilizam a satisfação das necessidades humanas. A disputa pelo fundo público tem sido favorável ao capital. Na realidade brasileira isso se expressa no subfinanciamento e na ineficiência das políticas sociais instituídas. Para além dos desempregados e dos subempregados, identificamos hoje um contingente cada vez mais expressivo de pessoas em situação de rua que impossibilitado de acessar a esfera produtiva, em função da dinâmica sistêmica, é considerado supérfluo do ponto de vista do capital, logo passível de extermino ou deixado para morrer. A população em situação de rua, expressão humana das múltiplas desigualdades da sociabilidade presente, evidencia dentre outros múltiplos fenômenos, o fracasso da modernidade e a necessidade de superação da sociabilidade do valor. |