Células-tronco da polpa de dente decídua como um modelo in vitro para o estudo da Neurofibromatose Tipo 1: avaliação dos efeitos do resveratrol na proliferação e diferenciação osteogênica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Maranduba, Claudinéia Pereira lattes
Orientador(a): Campos, José Marcello Salabert de lattes
Banca de defesa: Resende, Leandro Marques de lattes, Pereira, Mateus Rodrigues lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ciências Biológicas: Imunologia e Doenças Infecto-Parasitárias/Genética e Biotecnologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/5670
Resumo: O Resveratrol, uma fitoalexina presente nas uvas e em outras plantas e, dada as propriedades terapêuticas, tais como anticâncer, antiviral, anti-inflamatório, antioxidante e neuroprotetor, tem chamado atenção de muitos pesquisadores. A atividade anticâncer, ou antiproliferativa, contribui para uma ação quimiopreventiva e estudos mostram que o Resveratrol afeta células tumorais. Os mecanismos do efeito antitumoral do Resveratrol não são completamente compreendidos, mas para uma variedade de células tumorais tratadas com Resveratrol é observado apoptose. O presente projeto de pesquisa teve como objetivo geral validar o modelo para estudo de doenças humanas usando as células-tronco da polpa dentária decídua, em especial para a doença Neurofibromatose Tipo I, observando os efeitos do resveratrol na proliferação e diferenciação osteogênica dessas células. Concentrações de 5, 10, 25 e 50 µM de Resveratrol foram adicionadas aos meios de cultivo e após 3, 5 e 7 dias, a proliferação celular foi avaliada pela técnica de MTT. Para avaliar os efeitos do Resveratrol na diferenciação osteogênica, as concentrações de 5, 10, 25 e 50 µM foram suplementadas nas culturas de células por 21 dias, sendo posteriormente coradas com Vermelho de Alizarina para quantificação das áreas mineralizadas através do espectrofotômetro. Foram observadas que nas células-tronco de dentes decíduos saudáveis, as quais foram usadas como controle, houve inibição significativa (p<0,05) nas concentrações de 25 e 50 µM no dia 7, enquanto nas células NF1 houveram inibições nas concentrações de 10, 25 e 50 µM no dia 5, e de todas as concentrações testadas no dia 7 (p<0,05). De acordo com uma revisão sistemática realizada nesse projeto, observamos que, dependendo do tipo celular, células saudáveis podem apresentar tanto proliferação quanto inibição, dependendo das concentrações de Resveratrol. Existe um consenso entre os pesquisadores quanto a propriedade antitumoral do Resveratrol, e nossos resultados com as células NF1 corroboram com outros da literatura em função do perfil tumoral dessas células. Na parte de mineralização, o Resveratrol apresentou melhores depósitos de cálcio (>90%) para as concentrações de 10 e 25 µM. Mesmo afetando a proliferação celular nessas concentrações, observamos que o Resveratrol contribui para mineralização das células e apresenta potencial terapêutico para controle do crescimento dos neurofibromas e melhora da condição óssea dos pacientes.