Síntese de suspensões de micropartículas de quitosana/fluoreto de sódio e efeito no esmalte dental após desafio cariogênico

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Lopes, Alana Gail lattes
Orientador(a): Carlo, Fabíola Galbiatti de Carvalho lattes
Banca de defesa: Santos, Rogério Lacerda dos lattes, Munchow, Eliseu Aldrighi lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Clínica Odontológica
Departamento: Faculdade de Odontologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://doi.org/10.34019/ufjf/di/2022/00068
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/14102
Resumo: O uso do fluoreto de sódio (NaF) presente em enxaguatórios bucais é considerado um método auxiliar para o controle da doença cárie. Porém, o potencial antimicrobiano do flúor ainda é questionado, e seu uso pode ser associado a agentes antimicrobianos para a prevenção da cárie. A quitosana (Quit) é um polímero com potencial antimicrobiano, mas poucos estudos avaliaram a associação da Quit com NaF para prevenir o desenvolvimento de lesões de cárie em esmalte. Assim, o objetivo deste estudo foi sintetizar duas suspensões de partículas de quitosana carregadas com fluoreto de sódio (Quit/NaF) a 0,05% e 0,2% para avaliar in vitro seus efeitos no esmalte dental após desafio cariogênico com ciclagem de pH. As suspensões de partículas Quit/NaF foram sintetizadas pelo método de geleificação iônica e caracterizadas por titulação por meio do método de espalhamento de luz dinâmico (medidas de tamanho de partículas por diâmetro hidrodinâmico - Dh e análise do potencial zeta - ZP) e espectroscopia de absorção na região do infravermelho (FTIR). A estabilidade das partículas em suspensão foi avaliada por meio do ZP e Dh durante um mês, com intervalo de uma semana entre as medidas. O desafio cariogênico foi realizado em blocos de esmalte humano ( 4 x 4 mm) pelo método de ciclagem de pH (3h na solução desmineralizante e 21h na solução remineralizante) por 7 dias, com aplicação das soluções e suspensões de partículas testadas (n = 10/grupo): 1) Quitosana 0,2% (Quit 2); 2) NaF 0,2% (NaF 2); 3) Quitosana/NaF 0,2% (Quit/NaF 2); 4) Controle 0,2% (C 2); 5) Quitosana 0,05% (Quit 05); 6) NaF 0,05% (NaF 05); 7) Quitosana/NaF 0,05% (Quit/NaF 05); 8) Controle 0,05% (C 05). Antes e após o desafio ácido, medidas de microdureza Knoop (KHN) foram realizadas na superfície das amostras. A análise estatística foi realizada por ANOVA de medidas repetidas e teste post-hoc de Tukey (= 0,05). Os resultados de ZP e Dh mostraram que houve interação da quitosana com NaF, sugerindo a formação de micropartículas (1100 ± 91,7 nm). Observou-se redução dos valores de Dh quando o NaF foi titulado em quitosana e valores positivos de ZP (+ 30 mV ± 0,8). Quit/NaF 0,05% e 0,2% apresentaram estabilidade de tamanho e ZP por 30 dias. Os espectros de FTIR mostraram interação entre Quit-NaF, evidenciando a formação de micropartículas. O grupo Quit/NaF 2 apresentou o maior valor de dureza (213,0 ± 23,1) e o menor valor de % KHN (41,7 ± 6,5) pós-desafio cariogênico, sendo estatisticamente diferente dos outros grupos. A suspensão de micropartículas de quitosana carregadas com fluoreto de sódio a 0,2% reduziu a desmineralização do esmalte após desafio cariogênico, demonstrando potencial para ser utilizada como agente anti-cárie.