Fatores que governam as assembleias de macroinvertebrados bentônicos em nascentes tropicais de áreas protegidas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Menezes, Bruno Gomes de lattes
Orientador(a): Alves, Roberto da Gama lattes
Banca de defesa: Pinto, Vivian Gemiliano lattes, Barros, Nathan Oliveira lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Ecologia
Departamento: ICB – Instituto de Ciências Biológicas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/4977
Resumo: Nascentes são conhecidas como ecossistemas relativamente estáveis e caracterizadas por condições ambientais específicas que as diferem de todo os outros ambientes aquáticos. São constituídas por três grandes ecótonos que ocorrem na interface entre a água superficial, subterrânea e o ecossistema terrestre, resultando em uma série de micro-habitats que sustentam uma alta riqueza de espécies. Nascentes representam um local ideal para examinar as relações entre as comunidades faunísticas e os parâmetros ambientais que influenciam sua distribuição, porém a compreensão dessas relações ainda são pouco entendidas. Estudos da fauna das nascentes de regiões tropicais ainda são escassos, estando à maioria concentrados em regiões temperadas e alpinas. O objetivo desse trabalho foi examinar as influências das variáveis ambientais e espaciais sobre a distribuição da fauna bentônica, avaliando também a complexidade de habitat representada pelos três tipos de nascentes (helocreno, limnocreno e rheocreno) sobre a composição das assembleias de macroinvertebrados. Foram obtidas três amostras compostas de substrato (pedra, areia e folhiço) em vinte e uma nascentes de três Unidades de Conservação do estado de Minas Gerais, Brasil. Um total de 19.373 espécimes foram identificados e o grupo dos insetos apresentaram maior abundância em relação aos não insetos. Os resultados da análise de redundância parcial mostraram que tantos as variáveis ambientais, quanto as variáveis espaciais foram essenciais para a estruturação da fauna bentônica das nascentes estudadas. A composição da fauna bentônica também diferiu entre as nascentes Rheocreno, Helocreno e Limnocreno e entre as unidades de conservação. A heterogeneidade de micro-habitats presente nos diferentes tipos de nascentes exerce forte influência na estruturação da fauna de macroinvertebrados, resultando em uma fauna diversa. Conclui-se que as variáveis ambientais e espaciais são de grande importância para a estruturação da fauna juntamente com a variedade de micro-habitats presente nos diferentes tipos de nascentes e a sua preservação torna-se essencial, pois a perda de qualquer um desses habitats pode afetar a biodiversidade regional.