Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Pereira, Renata Venise Vargas
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Orientador(a): |
Coutinho, Iluska
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Banca de defesa: |
Musse, Christina Ferraz
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Dalmonte, Edson
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-graduação em Comunicação
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Departamento: |
Faculdade de Comunicação Social
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1014
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Resumo: |
Este trabalho teve como proposta investigar como as alterações na cena de apresentação do telejornal, que incluem a retirada da bancada como o principal elemento cênico e a circulação e posicionamento do apresentador no estúdio, constituem tentativas de aproximação com o telespectador, estabelecer vínculos de pertencimento e relações identitárias com seu público. Na pesquisa empírica avaliou-se as alterações adotadas pelo MGTV 1ª Edição, veiculado pela TV Integração de Juiz de Fora, emissora afiliada à TV Globo. Interessou-nos perceber se a queda da bancada rompia os obstáculos, as barreiras, entre enunciador e enunciatário. Também nos propusemos a observar se a nova cena utilizou-se de recursos como a encenação e a informalidade para criar um clima de afetividade e intimidade entre os apresentadores, os repórteres e os especialistas que circulam no cenário, objetivando fortalecer os simulacros de interatividade e efeitos de presença. O estudo baseou-se no conceito contemporâneo de identidades e suas crises para revelar como os meios de comunicação, em especial, a televisão, se apropriam desse ambiente fragmentado para fornecer elementos no processo de identificação e reconstrução identitária. Abordamos nesta pesquisa as relações da TV, do telejornalismo, dos apresentadores e da nova cena na construção de uma relação dialógica com a audiência. A metodologia se alicerça na análise do telejornal, tomado como objeto, a partir das formas de oferta de informação e interpelação do público. Por meio da dramaturgia do telejornalismo e da análise textual, avaliou-se o peso que cada enunciador assume diante da possibilidade de circulação instaurada com o espaço cedido pela bancada. Para isso, percorreu-se o caminho em direção à observação do comportamento dos sujeitos e suas interações na cena, seus diálogos com o telespectador e como eles se apropriam da movimentação no cenário para sua presentificação junto à audiência. A partir da formação de um grupo focal, pretendeu-se incorporar as opiniões da recepção acerca das transformações experimentadas. Partindo dessa percepção pretendemos compreender os vínculos de pertencimento que o telejornal tece com o público e a percepção que os telespectadores têm das estratégias de aproximação adotadas pela emissora/programa. O recorte estabelecido englobou onze programas compreendidos entre a estreia e o primeiro ano de implantação da mudança na forma de apresentação em um telejornal local, produzido e veiculado em uma emissora de uma cidade de porte médio da Zona da Mata Mineira. |