Impactos da BR-440 na mobilidade urbana da Cidade Alta, Juiz de Fora/MG

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Silveira, Fábio Jacob da lattes
Orientador(a): Rocha, Cézar Henrique Barra lattes
Banca de defesa: Machado, Pedro José de Oliveira lattes, Vale, Ciro de Sousa lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF)
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-graduação em Geografia
Departamento: ICH – Instituto de Ciências Humanas
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/17253
Resumo: A mobilidade urbana pode ser afetada por diversos fatores. Contudo, propostas à melhoria da circulação viária e à mobilidade urbana local podem significar uma contrariedade quando em vez de promoverem avanços, implicam retrocessos e em impactos. Analisa-se criticamente a implementação da rodovia BR-440 na área urbana da cidade de Juiz de Fora/MG e sua trajetória em planos urbanos locais. Oportunamente, apresenta-se o conceito de mobilidade urbana, moldado pelos eventos sócio-históricos e distinguido de sinonimizações a outros conceitos associados, a fim de se trazer abordagens que o expressam o mais próximo da realidade. Contextualiza-se o surgimento da cidade a partir da abertura de outra estrada, a Estrada Nova do Paraibuna, e área impactada pela BR-440 na chamada Cidade Alta e, ainda, a repercussão do II Plano Nacional de Desenvolvimento em estreita relação na elaboração de projetos locais, o Projeto Cidades de Porte Médio em Juiz de Fora e o Plano Diretor da Cidade Alta. Levantou-se o processo de construção da via, resgatada de um projeto rodoviário de 1979 no início dos anos 1990 que deu origem à Via São Pedro. Entretanto, constatou-se que os pontuais ajustes técnicos feitos ao projeto não foram capazes de equacionar ou minimizar os impactos socioeconômicos e socioambientais impostos à população e ao meio ambiente. Observou-se, entretanto, a impositividade dos gestores públicos locais em dar sequência a um projeto que se mostrou inviável, desde sua concepção pelas diversas interferências que poderia causar e causou em sua execução, sem considerar as alterações no adensamento urbano e o crescimento populacional neste decurso e ao longo do trajeto da via. Desta forma, refletiu-se sobre a influência dos planos urbanísticos na qualidade de vida da população.