Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Oliviera, Eduardo Ferreira de
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Orientador(a): |
Souza, Guilherme Nunes de
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Banca de defesa: |
Santos, Marcos Veiga dos
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Vicentini, Nívea Maria
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Pinto, Míriam Aparecida de Oliveira
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Juiz de Fora
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Programa de Pós-Graduação: |
Mestrado Profissional em Ciência e Tecnologia do Leite e Derivados (EPAMIG)
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Departamento: |
Faculdade de Farmácia
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/1078
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Resumo: |
A mastite continua a ser um grande desafio para cadeia do leite e causa grandes prejuízos como a perda de produção, o descarte precoce de animais, os custos de tratamento e interferência na qualidade do leite. Os patógenos contagiosos são causadores de grande parte deste problema, com isso, os índices de mastite subclínica aumentam, levando consequentemente, ao aumento da contagem de células somáticas (CCS). Os principais patógenos contagiosos são Staphylococcus aureus e Streptococcus agalactiae. A CCS é utilizada em todo mundo como um indicador para avaliar e monitorar a saúde da glândula mamária e auxilia em programas de controle e prevenção de mastite. O conhecimento gerado a partir de estudos epidemiológicos específicos, sobre o padrão de infecção, prevalência de patógenos contagiosos da mastite em rebanhos bovinos leiteiros, distribuição temporal e espacial de agentes contagiosos da mastite e análise econômica de medidas sanitárias em nível de rebanho e região podem ser utilizados no aprimoramento dos programas de controle e prevenção da mastite. A epidemiologia espacial auxilia o entendimento da distribuição geográfica de dados ocorridos no tempo e espaço, e permite analisar de maneira abrangente a dinâmica de uma doença, indicando formas de atuações frente ao problema em nível de região. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre análise espacial da contagem de células somáticas e prevalência de patógenos contagiosos da mastite entre os rebanhos bovinos leiteiros. Em uma população de 112 rebanhos, foram coletadas amostras para isolamento de S. aureus e S. agalactiae e para realização de CCS. A dependência espacial para CCS foi avaliada por meio de semivariogramas e, quando identificada dependência espacial, por meio do método de Krigagem foi criado o mapa de isolinhas para a CCS. Rebanhos com isolamento de S. aureus e S. agalactiae tiveram 9,3 vezes mais chances de apresentar valores superiores a 400.000 células/mL. Foi observada alta prevalência (89,0 a 100,0%) e distribuição homogênea entre as regiões para o S. aureus, no entanto não foi observada distribuição homogênea para S. agalactiae, cuja prevalência variou de média a alta (16 a 93%) entre as regiões estudadas. Foi observada dependência espacial moderada (GD=37,6; r2=0,31) para a CCS entre os rebanhos. Foi observada associação entre a prevalência de S. agalactiae e a CCS de acordo com as regiões avaliadas em função dos resultados da análise espacial. Rebanhos na área de CCS têm até 5,5 vezes mais chances de terem S. agalactiae isolado nas amostras de leite de tanque. A análise espacial da CCS de rebanhos pode ser uma ferramenta para auxiliar os envolvidos na tomada de decisão em nível de região no que se refere a adoção de medidas de controle e prevenção da mastite. |