Qualidade do milho safrinha em função do tempo de transporte após a colheita

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Andrade, José Carlos de lattes
Orientador(a): Goneli, André Luís Duarte lattes
Banca de defesa: Souza, Cristiano Márcio Alves de lattes, Barboza, Valdenise Carbonari lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Grande Dourados
Programa de Pós-Graduação: Programa de pós-graduação em Agronomia
Departamento: Faculdade de Ciências Agrárias
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://200.129.209.58:8080/handle/prefix/303
Resumo: O trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar o efeito do tempo de espera durante o período de transporte após a colheita que os grãos de milho cultivados na safrinha ficam dentro das carrocerias de caminhões aguardando o descarregamento nas unidades armazenadoras, foram avaliadas as perdas qualitativas do milho cultivado na safrinha durante o processo de pós-colheita, até o início da secagem com diferentes teores de água de colheita (28,54; 22,42; 20,98 e 19,00% b.u.) e tempos de transporte após a colheita (0, 2, 4, 6, 8 e 10 dias), com isto o experimento foi realizado em esquema de parcelas subdivididas 4 x 6, com quatro teores de água de colheita nas parcelas e seis épocas de avaliação referentes ao tempo de transporte entre a colheita e a secagem nas subparcelas, em um delineamento inteiramente casualizado. Foram utilizadas sementes de híbridos superprecoces plantados na safrinha 2014/2014, o híbrido plantado foi o BG 7061H e efetuado todos os tratos culturais. Após a colheita os grãos de milho foram estocados em caixas de madeira medindo 1x2x1 ou 2 m³, e cobertas com lonas plásticas, simulando o tempo que os grãos ficam nas carrocerias de caminhões, as amostras para análises dos grãos foram feitas na colheita, e a cada 2 dias subsequente até o décimo dia. Para a avaliação da qualidade física e tecnológica foram realizadas amostras testes a fim de se estabelecer a qualidade dos grãos colhidos, através da classificação de grãos, massa específica, fungos, condutividade elétrica e teste de cor, para as análises quimicas foram realizadas testes de proteína, extrato etéreo, cinzas e carboidratos, durante os seis tempos de transporte. Os resultados encontrados indicam que com o tempo de transporte, o teor de água e temperatura da massa de grãos aumentou modificando a qualidade dos grãos de milho cultivados na safrinha. As diminuições da qualidade foram maiores nos teores de água mais elevados, sendo influenciadas pelo tempo que os grãos de milho ficaram estocados nas caixas de madeira após a colheita, afetando assim a cor dos grãos, que apresentaram escurecimento, aumentou os teores da condutividade elétrica, cinzas e carboidratos, e ocorreu um crescimento nos índices de contaminação por fungos, e demonstrou uma redução nos teores de proteína, extrato etéreo e massa específica. O tempo recomendado entre a colheita e transporte até a recepção e secagem, nas unidades armazenadoras são de menos de dois dias para os quatro teores de água avaliados dos grãos de milho cultivados na safrinha.