Processo sucessório em cooperativas agropecuárias na perspectiva da gestão de talentos: o estado da arte e o desafio organizacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Rech, Luisa Rhoden lattes
Orientador(a): Binotto, Erlaine lattes
Banca de defesa: Chiariello, Caio Luis lattes, Estivalete, Vania de Fátima Barros lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Grande Dourados
Programa de Pós-Graduação: Programa de pós-graduação em Agronegócios
Departamento: Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/1190
Resumo: A gestão estratégica de pessoas engloba a gestão por competências, tendo seu principal diferencial os programas de sucessão e a busca por talentos internos, que envolve o processo de identificação, seleção, desenvolvimento e retenção de colaboradores talentosos. Nesse estudo, a gestão de talentos terá ênfase no planejamento de sucessão em organizações sem fins lucrativos, que englobam entre outras cooperativas agropecuárias, foco deste estudo. Estas são geridas por um presidente que é membro do quadro social, que é também um produtor rural que muitas vezes permanece longos períodos na gestão e, em geral, não prepara a sucessão e enfrenta dificuldades para encontrar um líder com as qualidades esperadas. A falta de um planejamento estratégico nas cooperativas relacionado a sucessão tem sido indicada na literatura como prejudicial na perspectiva do longo prazo. Logo tem-se como objetivo geral analisar o que tem sido publicado no mundo sobre gestão de talentos e sucessão executiva em organizações sem fins lucrativos e como se dá esse processo nas cooperativas agropecuárias de Mato Grosso do Sul (MS), com vistas à proposição de um modelo para o processo de sucessão do presidente. Buscou-se também verificar nas maiores cooperativas agropecuárias brasileiras se há indícios da relação entre o desempenho em termos de faturamento e a permanência do mesmo presidente por longos períodos. Utilizou-se de bibliometria, contato por telefone para identificar as características das cooperativas e entrevista com sete presidentes de MS. Os resultados identificaram uma lacuna pois não foram encontrados trabalhos aliando as temáticas, gestão de talentos e sucessão executiva ligados ao objeto organizações sem fins lucrativos. As discussões sobre essas temáticas ainda não estão bem consolidadas e situadas no continente norte-americano e europeu. Isto aponta para uma oportunidade de pesquisa visando contribuir com as discussões em outras localidades, como é o caso do Brasil onde os trabalhos são ainda muito escassos. As cooperativas agropecuárias brasileiras são responsáveis por aproximadamente metade da produção do agronegócio no país e sofrem com dificuldades em indicar possíveis líderes para assumirem a sua presidência. Desta forma, foi identificado que há relação entre o tempo de permanência de um presidente e o desempenho econômico da cooperativa e que nas cooperativas de MS não fica evidente um preparo antecipado para a sucessão, mostrando a importância de um planejamento estratégico envolvendo a sucessão do presidente. Também foi evidenciada a importância da criação de um banco de talento com vistas a sucessão executiva e o envolvimento dos gerentes e profissionais técnicos nas discussões sobre a substituição do presidente.