Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Santos, Cintia Miranda dos
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Orientador(a): |
Santos, Edson Lucas dos
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Banca de defesa: |
Oliveira, Caio Fernando Ramalho de
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Campos, Jaqueline Ferreira
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Santos, Edson Lucas dos
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Grande Dourados
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de pós-graduação em Biologia Geral/Bioprospecção
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Departamento: |
Faculdade de Ciências Biológicas e Ambientais
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/3933
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Resumo: |
Senna rugosa é uma planta arbustiva encontrada no Cerrado, conhecida popularmente como amendoirana e utilizada na medicina popular como vermífugo e para o tratamento de acidentes ofídicos. Poucos estudos relatam as atividades biológicas de S. rugosa. Assim, este estudo teve como objetivo determinar a composição química, avaliar a atividade antioxidante, a proteção de macromoléculas e ação antileucêmica e anti- melanoma dos extratos etanólicos das folhas (EFSR) e raízes (ERSR) de S. rugosa. A composição química foi determinada por cromatografia líquida acoplada à espectrometria de massas. As propriedades antioxidantes foram avaliadas utilizando os ensaios de captura direta de radicais livres ABTS•+ e DPPH•, a proteção contra danos oxidativos foi avaliada em proteínas contra a oxidação induzida por 2,2'-Azobis (2-amidinopropano) (AAPH) e sobre a fragmentação de DNA induzida por peróxido de hidrogênio (H2O2) e radiação ultravioleta (UV). A atividade citotóxica foi avaliada contra as linhagens celulares leucêmicas K562 e Jurkat, de melanoma humano Sk-Mel-19, Sk-Mel-28, Sk-Mel-103, melanoma murino B16F10-Nex2, linhagens não cancerígenas de fibroblasto de pulmão humano MRC-5 e células mononucleares de sangue periférico humano (PBMC). Os resultados da composição química demonstraram a presença de catequina, rutina, derivados de epigalocatequina, glicosídeos de kaempferol, luteolina e procianidinas diméricas e triméricas no EFSR. Os extratos EFSR e ERSR apresentam IC50 para o ensaio de ABTS•+, de 4,86 + 0,51 μg/mL e 8,33 + 0,90 μg/mL, respectivamente, enquanto que para o ensaio de DPPH• os valores de IC50 para EFSR e ERSR foram de 19,98 + 1,96 μg/mL e 13,37 + 1,05 μg/mL, respectivamente. Os extratos foram capazes de proteger BSA contra a oxidação induzida por AAPH e inibir a fragmentação de DNA plasmidial induzida por H2O2 e radiação UV a partir da menor concentração avaliada, 5 μg/mL. Além disso, os extratos induziram a morte celular das linhagens leucêmicas K562 (IC50 de 242,54 + 2,38 μg/mL para EFSR e 223,00 + 2,34 μg/mL para ERSR), Jurkat (IC50 de 171,45 + 2,25 μg/mL para EFSR e 189,30 + 2,27 μg/mL para ERSR) e melanoma Sk-Mel-103 (IC50 de 224,66 + 2,35 μg/mL para EFSR e 221,98 + 2,34 μg/mL para ERSR), após 48 h de tratamento. Para a linhagem não cancerígena MRC-5 os extratos apresentaram citoxicidade a partir da concentração de 300 μg/mL. Enquanto que, para as células PBMC, o EFSR e ERSR apresentaram uma baixa citoxicidade, observada apenas na concentração de 500 μg/mL. Juntos, esses resultados demonstram que os extratos de S. rugosa possuem atividade antioxidante e ação antileucêmica e anti-melanoma, sendo potenciais agentes terapêuticos na prevenção de condições relacionadas ao estresse oxidativo e ao câncer. |