Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2020 |
Autor(a) principal: |
Leal, Mateus Fuchs
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Orientador(a): |
Degrande, Paulo Eduardo
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Banca de defesa: |
Pereira, Fabricio Fagundes
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Carvalho, Geraldo Andrade
,
Sosa-Gomez, Daniel Ricardo
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Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Grande Dourados
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de pós-graduação em Agronomia
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Departamento: |
Faculdade de Ciências Agrárias
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/4996
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Resumo: |
O predatismo é um fator determinante para o controle das populações de pragas. Portanto, entender o comportamento dos predadores a campo é fundamental dentro de uma estratégia conservacionista de Controle Biológico. Os inseticidas são defensivos fitossanitários que desempenham um importante papel na proteção de plantas do ataque de pragas. De outro lado, problemas podem advir do uso de inseticidas não seletivos aos inimigos naturais, como a ressurgência de pragas primárias, aumento de pragas secundárias e contribuição ao problema da resistência de pragas. Todavia, mesmo que a inocuidade de um produto possa ser definida em laboratório, é em condições de campo que a toxicidade pode ser confirmada, onde as espécies de inimigos naturais encontram as condições naturais de abrigo, proteção, alternativas de escape, alimentação e sobrevivência. No primeiro capítulo, o experimento objetivou analisar o comportamento de três predadores de pragas da soja (Geocoris sp., Zelus sp. e Solenopsis sp.) quanto à abundância, dominância relativa e distribuição temporal diurna. No segundo capítulo, os dois experimentos tiveram como objetivos, aplicar e validar a metodologia experimental de ensaios de seletividade proposta pela Comissão Brasileira de Pesquisa de Soja e avaliar e classificar os inseticidas mais utilizados regionalmente quanto a seletividade aos artrópodes predadores na cultura da soja. Os experimentos dos dois capítulos foram conduzidos na Fazenda Experimental de Ciências Agrárias (FAECA/UFGD). O delineamento experimental do estudo de dinâmica populacional temporal das três espécies mencionadas anteriormente foi o de blocos ao acaso com 5 tratamentos e 4 blocos (4 repetições ao longo do tempo). Nos dois experimentos de seletividade de inseticidas, o delineamento foi o de blocos ao acaso com 5 tratamentos e 5 repetições. No estudo de dinâmica populacional temporal (cap. 1) as espécies mais abundantes foram: Zelus sp. (37%); Geocoris sp. (27%) e Solenopsis sp. (27%). Os predadores mais dominantes, de acordo com o Índice de Simpson foram: Geocoris sp., seguidos por Zelus sp. e Solenopsis sp. Não foram constatadas diferenças significativas quanto a distribuição temporal diurna para o forrageamento de Zelus sp. Geocoris sp. tem preferência para o forrageamento a partir das 15h. A taxa de forrageamento de Solenopsis sp. aumenta a partir das 17h. Nos experimentos de seletividade de inseticidas (cap. 2), os táxons de artrópodes-predadores mais abundantes no primeiro experimento foram: Solenopsis sp. (47%), Geocoris sp. (16%) e Zelus sp. (9%). No segundo experimento, os artrópodes-predadores mais abundantes foram: Zelus sp. (79%), Geocoris sp. (6%) e Solenopsis sp. (4%). Proclaim® 50 WG e Premio® 200 SC foram os inseticidas mais seletivos ao complexo de predadores. Conclui-se que a metodologia é válida para discriminar o impacto dos inseticidas aos inimigos naturais ocorrentes a campo, no curto prazo, o que contribui para a implementação no Manejo Integrado de Pragas. |