Indicadores socioeconômicos da bovinocultura de corte: uma análise sob a ótica da ACV-S

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Araujo, Jaylton Bonacina de lattes
Orientador(a): Costa, Jaqueline Severino da lattes
Banca de defesa: Borges, João Augusto Rossi lattes, Ugaya, Cássia Maria Lie lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Grande Dourados
Programa de Pós-Graduação: Programa de pós-graduação em Agronegócios
Departamento: Faculdade de Administração, Ciências Contábeis e Economia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/1363
Resumo: O objetivo desta pesquisa foi analisar a evolução dos indicadores sociais do mercado de trabalho nos setores de criação e abate do gado para a cadeia da bovinocultura de corte para o estado de Mato Grosso do Sul por meio da Avaliação Social do Ciclo de Vida para o período de 2002 a 2012. Foi elaborado um Inventário Social do Ciclo de Vida considerando a parte interessada trabalhador para os setores de criação e abate do gado bovino. A fronteira deste estudo foi caracterizada como do “berço à industria de abate”. Para a construção dos indicadores foi utilizada como base de dados a Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios – PNAD. A partir do inventario foi traçado o perfil socioeconômico dos trabalhadores dos dois setores analisados. Os resultados da pesquisa apontaram que em ambos os setores a maior parte da força de trabalho é composta por homens. O setor de abate apresentou as maiores taxas de sindicalização, em média acima de 30% dos trabalhadores. Identificou-se a existência de trabalho infantil apenas no setor de criação de bovinos, contudo, observou-se uma redução do mesmo a partir de 2009. A média salarial anual do setor de criação de bovinos foi maior se comparada ao setor de abate, entretanto, este setor apresentou taxas superiores a 15% de trabalhadores recebendo menos de um salário mínimo. Constatou-se que os trabalhadores do setor de abate possuem uma jornada de trabalho semanal em média 4,5 horas mais longa que o setor de criação de bovinos. Em ambos os setores houve uma redução desta jornada ao longo dos anos, sendo que em 2012 esta média estava entre 40 e 46 horas/semana de trabalho. Para o setor de abate mais de 90% dos trabalhadores são contribuintes do Instituto de Previdência Social, média muito superior ao setor de criação de bovinos, cuja média encontra-se abaixo dos 60%.