Silagem de grão de milho reidratado aditivada com protease na alimentação de vacas leiteiras

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Durães, Hellén Felicidade lattes
Orientador(a): Oliveira, Euclides Reuter de lattes
Banca de defesa: Peixoto, Eduardo Lucas Terra lattes, Muniz, Elaine Barbosa lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Grande Dourados
Programa de Pós-Graduação: Programa de pós-graduação em Zootecnia
Departamento: Faculdade de Ciências Agrárias
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufgd.edu.br/jspui/handle/prefix/5312
Resumo: Objetivou-se por meio desse trabalho avaliar a adição de protease em silagem de grão de milho reidratado, fornecido como base alimentar para vacas leiteiras observando seus efeitos sobre o consumo e digestibilidade de nutrientes e metabolismo ruminal. O trabalho foi conduzido na propriedade “Nossa Senhora Abadia”, localizada no município de Douradina no Estado de Mato grosso do Sul. Foram utilizadas oito vacas Jerseis (432,91 Kg) com 45± 5 dias de lactação, seguindo um duplo quadrado latino 4x4. As dietas experimentais foram: 1- CONTROLE (Dieta Basal), 2- SGR-0 (silagem de grão reidratado de milho sem adição de protease), 3- SGR-500 (inclusão de 500 g/t de protease na silagem), 4- SGR-1000 (inclusão de 1000 g/t de protease). A duração total do tempo experimental foi de 82 dias, onde cada período de 18 dias foi composto de 14 dias de adaptação e 4 de coleta de dados e avaliou-se o consumo e a digestibilidade de matéria seca e nutrientes, bem como a fermentação ruminal, o balanço de nitrogênio, síntese de proteína microbiana e produção de leite. Houve diferença significativa (P<0,05) entre a dieta controle (584,43) e a silagem de grão reidratado (SGR) (618,58) para a digestibilidade de MS, sendo que a utilização da silagem melhorou a mesma, além disso quando incluiu enzima protease nas silagens houve aumento significativo da digestibilidade de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO), proteína bruta (PB) e fibra de detergente neutro (FDN). Houve efeito (P<0,05) dos tratamentos sobre os parâmetros ruminais produção de AGV’s, metano, nitrogenio amoniacal e pH para a SGR, resultantes principalmente pelo aumento da digestão de amido e no teor de NDT das dietas. As vacas que consumiram silagem com maiores doses de protease aumentaram significativamente a produção de acetato e propionato. A silagem de grão reidratado foi melhor que a dieta controle (Mcal/dia) em todos os parâmetros de eficiência produtiva (Produção de Leite=22.43) e (Energia Corrigida=22.34), que aumentou linearmente de acordo com as doses de protease. Conclui-se que o uso de silagem de grão de milho reidratados e/ou com enzima protease na alimentação de vacas leiteiras melhora digestibilidade e produtividade dos nutrientes e metabolismo sem modificar a composição química.