A formação do/a pedagogo/a para a educação sexual escolar

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Malagi, Aline
Orientador(a): Slongo, Ione Ines Pinsson
Banca de defesa: Silva, Ricardo Desidério da, Neitzel, Odair, Maraschin, Maria Lúcia Marocco
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal da Fronteira Sul
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação
Departamento: Campus Chapecó
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/3910
Resumo: Tratou-se de um estudo que teve o objetivo de analisar o modo como os cursos de Licenciatura em Pedagogia concebem e orientam a formação docente, visando a abordagem da Sexualidade como uma demanda fundamental da formação humana a ser realizada nos espaços educacionais. Configurou-se, como pesquisa qualitativa que faz uma análise documental das principais normativas que orientam a formação do/a Pedagogo/a, bem como, dos Projetos Políticos Pedagógicos/PPP ou Projetos Pedagógicos dos Cursos/PPC, dos cursos de Licenciatura em Pedagogia ofertados pelas Universidades Públicas Federais Brasileiras, de modo a cotejar o que foi concebido no âmbito das políticas de formação docente, com o que propõem os projetos formativos vigentes nestas instituições de ensino do país. Utilizou como aporte teórico, contribuições da teoria marxista, e como referencial teórico-metodológico o materialismo histórico dialético, a fim de identificar e analisar possibilidades e limites na formação do/a Pedagogo/a para a Educação Sexual escolar. Do ponto de vista teórico, fundamentou-se em autores que pesquisam a Sexualidade em uma perspectiva crítica, como: Goldberg (1984); Guimarães (1995); Nunes (2005); Nunes e Silva (2000); Figueiró (1996; 1998; 2001; 2007; 2006; 2009); Ribeiro (1990, 2002); Werebe (1998). Para a análise dos dados foi utilizada a metodologia de análise de conteúdo de Bardin (2016). O corpus da pesquisa constituiu-se de (N=118) cursos de Licenciatura em Pedagogia, dos quais, (N=93) corresponderam a cursos presenciais e (N=25) na modalidade EAD. Identificou-se que (N=64) cursos ofertam CCRs sobre a temática da Sexualidade e que (N=54) não tem esta oferta de CCRs em seus currículos formativos. Neste cenário foi identificado a oferta de (N=103) CCRs relacionadas à Sexualidade e à Educação Sexual. O estudo colocou em evidência que, desde a vigência das DCNCP/2006 e da Resolução CNE/CP nº 2/2015, houve crescente inserção de CCRs sobre Sexualidade nos currículos da formação inicial do/a Pedagogo/a. Observou-se a existência de duas grandes Categorias de CCRs conforme a natureza do seu conteúdo, específico ou misto, sendo (N=55/53,4%) CCRs de conteúdo específico e (N=48/46,6%) de conteúdo misto. Quanto a configuração, optativa ou obrigatória dos CCRs, identificou-se que (N=55/53,4%) configuraram-se como optativos, enquanto (N=48/46,6%) são obrigatórios. Ainda verificou-se que (N=58/56,3%) dos CCRs deram ênfase para a categoria Gênero, enquanto (N=27/26,2%) tiveram como foco a categoria Educação Sexual, (N=16/15,5%) a categoria Currículo e, por fim, (N=2/2%) a categoria Formação de Professores. Identificou-se uma tendência dos CCRs a abordagem de aspectos teórico-conceituais sobre o recorte temático da Sexualidade, com ênfase nas questões de gênero, nas questões étnico-raciais – poder, classe, raça, diferenças e preconceitos – e das diversidades que emergem nas sociedades contemporâneas. Por fim, quanto às orientações metodológicas, potencializadoras do fazer docente, observou-se grande silenciamento, assim como, na Formação de Professores.