Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Pauli, Graciela Regina Gritti |
Orientador(a): |
Paim, Marilane Maria Wolff |
Banca de defesa: |
Paim, Marilane Maria Wolff,
Paim, Robson Olivino,
Castro, Cloves Alexandre de,
Sartori, Jerônimo |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal da Fronteira Sul
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação Profissional em Educação
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Departamento: |
Campus Erechim
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/3641
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Resumo: |
A educação para a cidadania é um dos objetivos da Educação Básica, e a Geografia, como uma disciplina desse nível de ensino, deve contribuir para a formação do cidadão. Esta pesquisa tem como tema “A contribuição da Geografia, na Educação Básica, na construção da cidadania: uma análise a partir do território” e teve como objetivo analisar a contribuição do ensino da Geografia, em uma turma de terceiro ano do Ensino Médio, da Escola Estadual Normal José Bonifácio (Erechim/RS), para a compreensão do espaço geográfico numa visão de cidadania. Foram definidos como objetivos específicos discutir os saberes e as estratégias pedagógicas desenvolvidos no ensino da Geografia na Educação Básica da escola e analisar como o aluno de Ensino Médio da Educação Básica compreende o espaço vivido enquanto território, no mundo contemporâneo, a partir do estudo da Geografia. A metodologia é a da pesquisa-ação, de abordagem qualitativa, na modalidade de estudo de caso. A investigação contou com a análise do Projeto Político Pedagógico (PPP) da escola, a fim de identificar a noção de cidadão/cidadania expressa nele, do plano de trabalho do professor de Geografia da turma, nos três anos de Ensino Médio, e do livro didático utilizado, referenciados nos Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio. Houve intervenção, por meio da realização de grupo focal com os estudantes. Entre as conclusões, verificou-se que os estudantes não percebem a educação, o trabalho e o lazer como direitos de cidadania. Fenômenos como o da globalização existem enquanto “fábula” ou “perversidade” e não como “possibilidade” e parecem ter existência própria, independentes do sistema. Eles não percebem o arranjo espacial/territorial como refletindo a estrutura do sistema dominante. O território é percebido em seu aspecto econômico e raramente enquanto espaço da vida humana. Os estudantes mostraram desconhecer o território urbano local e tiveram dificuldade de perceberem-se inseridos em um espaço classificado de acordo com as faixas de renda. Assim, há a necessidade de, no trabalho com as diferentes escalas espaciais, ter presente que a cidadania, cujo exercício se inicia no território local, pode se expandir para outras escalas e que, para se sentir pertencente, é necessário conhece esse território. São apresentados, como produto da pesquisa, princípios e sugestões a serem observados no trabalho com a disciplina de Geografia na Educação Básica. |