O Currículo Mínimo de Língua Estrangeira do estado do Rio de Janeiro : crenças de professores quanto a sua implementação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Henriques, Katia Celeste Dias
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/3559
Resumo: O presente trabalho investiga as crenças de professores quanto à implementação do Currículo Mínimo (CM) de Língua Estrangeira (LE), analisando se e como aquelas interferem em sua prática docente. Objetivando identificar as crenças dos professores informantes em relação ao CM e analisá-las, os aportes teóricos utilizados foram Abrahão (2006), Barcelos (2007) e Silva (2010). A pesquisa também investiga as relações entre poder e discurso e, assim, utiliza como referencial teórico os escritos de Foucault (2004) e da Análise Crítica do Discurso (ACD). E, como o CM foi elaborado com base na teoria dos gêneros discursivos, tornou-se necessária uma breve apresentação dos estudos de Marcuschi, (2003) e Schneuwly e Dolz (2004). Os documentos que orientam (ou orientaram até recentemente) o currículo escolar brasileiro – a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (BRASIL, LDB, 1996), os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, PCN, 1998, 1999) e as Orientações Curriculares do Ensino Médio (BRASIL, OCEM, 2006) – ampararam a pesquisa. O Currículo Mínimo da Secretaria de Educação do Estado do Rio de Janeiro (RIO DE JANEIRO, CM, 2011, 2012) também foi apresentado e discutido, uma vez que uma das finalidades dessa dissertação é analisar como os professores o implementam em sala de aula. Para a análise dos dados foram criadas categorias de forma a inferir as crenças dos professores informantes no que se refere à implementação do CM e à sua obrigatoriedade, sua visão quanto aos gêneros discursivos propostos no documento e o contexto do aluno e, por último, que imagem os professores têm dos alunos em relação ao processo de ensino-aprendizagem da LE. Foi possível concluir que as crenças dos professores informantes interferem diretamente no planejamento de suas aulas e na forma como estas são desenvolvidas, bem como em sua percepção acerca do CM. Apesar de acreditarem que suas ações se modificaram a partir de suas experiências e vivências, os docentes seguem utilizando abordagens e métodos tradicionais como a tradução de palavras e o ensino dedutivo de regras gramaticais. No entanto, independente da forma como vislumbram suas aulas, quer implementando o CM quer não, é consenso entre os professores informantes que se faz necessária a reflexão e a reconstrução de sua prática, buscando ações que visem a formação de alunos críticos e atuantes no mundo social. A interação com o outro e com o contexto é fundamental não só à formação do indivíduo dentro dos muros da escola, mas, principalmente, à sua formação como cidadão reflexivo e consciente