Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
Barbosa Junior, Eduardo Brasil |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/35892
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Resumo: |
Esta Dissertação investiga questões sobre a representação a partir das narrativas relativas à figura do policial, cotejando as representações da imagem policial presente nas letras de samba com a imagem construída pela mídia hegemônica no contexto da cidade do Rio de Janeiro. Através de pesquisa sobre as coberturas do jornal O GLOBO e relacionando às dinâmicas cotidianas e simbólicas que mediaram a construção acerca da representação da figura do policial presente nas letras de samba, definiu-se a metodologia de Análise Crítica do Discurso (ACD) como instrumento para entender o olhar do samba como produto cultural e de resistência popular frente ao problema do poder coercitivo do Estado, visível na figura do policial. Entendemos o samba como símbolo de resistência de um segmento oprimido da sociedade e que estabelece relações de negociação com o Estado, pois o samba nos traz uma narrativa e uma história da vida cotidiana vista de baixo. Sendo assim, surge a questão de quais são os elementos de enunciação, imagem, representação e narrativa a respeito da figura policial presentes nas letras dos sambas cariocas e como a representação da personagem policial foi se alterando de acordo com o cenário histórico e panorama político no recorte temporal adotado. O arco temporal compreende o período entre o início do Governo de Chagas Freitas, quando entra em vigora a Lei da Anistia (1979), mesmo ano em que foi lançado: Assim Não Zambi, de Martinho da Vila; e o final do primeiro Governo Sérgio Cabral (2010), o ano do lançamento de Numa Cidade Muito Longe Daqui: Polícia e Bandido de Arlindo Cruz. Partindo do pressuposto que há uma relação de tensão entre as camadas populares e o Estado, manifesto em seu poder de polícia, o samba é um material profícuo e, portanto, um corpus legítimo para a análise em questão. |