Ergonomia e formação: limites para formar e transformar o trabalho numa mineradora de carvão autogestionária

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Oliveira, Vicente Aguilar Nepomuceno de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/4081
Resumo: Esta tese apresenta o percurso do projeto Mineiros para o Estudo do Trabalho na Autogestão (META). O Projeto META foi uma pesquisa-ação desenvolvida na COOPERMINAS tendo como base as metodologias que conciliam a Ergonomia com a Formação dos Trabalhadores. O objetivo desta tese é Identificar os fatores que limitam a eficácia de uma intervenção que visa conciliar Ergonomia e Formação em relação à transformação das condições de trabalho e ao desenvolvimento da experiência profissional. Este objetivo geral vai se desdobrar nas seguintes questões de pesquisa a serem respondidas ao longo dessa tese: Qual o corpo teórico metodológico acumulado dentro do campo da Ergonomia e formação e como o projeto META dialoga com ele? Quais fatores limitaram a eficácia do projeto META/Cooperminas em relação à construção de condições para a transformação das condições de trabalho? Quais fatores limitaram a eficácia da formação voltada para o desenvolvimento da experiência profissional no projeto META/Cooperminas? A metodologia do projeto META foi sustentada pela analise ergonômica do trabalho que foi utilizada como método para identificar o objeto a ser trabalhado na formação dos trabalhadores e também como método para a formação dos trabalhadores. O projeto META se propôs a transformar o trabalho e os trabalhadores como objetivos indissociáveis. Esse referencial teórico- metodológico nos permitiu aprofundar a análise do trabalho em uma empresa de autogestão, facilitando a compreensão de uma situação de trabalho específica e gerando um conjunto de recomendações para a sua transformação, com vistas a favorecer a saúde e segurança dos trabalhadores e a produção na empresa. Entretanto, uma série de limites para a transformação do trabalho e para a formação dos trabalhadores foram encontradas e restringiram a eficácia da intervenção.