Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Corrêa, Lina Motta |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://app.uff.br/riuff/handle/1/32653
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Resumo: |
A análise da Densidade Urbana, para avaliação do estoque construído e sua capacidade de atendimento das necessidades habitacionais, é o problema que motivou esta pesquisa. No Rio de Janeiro, cidade de interesse deste trabalho, o espraiamento da urbanização tem como um de seus principais motivos a lógica de criação de novas áreas para investimento do capital imobiliário que, com o suporte do Estado, avança sobre novos espaços. Espaços que, quando construídos para as classes mais ricas, têm sua localização, acesso e infraestrutura privilegiados, entretanto, quando feitos para abrigar as classes mais pobres, são, muitas vezes, periféricos e estendem o tecido urbano para locais desprovidos de serviços públicos básicos. Soma-se a isto a ausência de alternativas habitacionais para uma significativa parcela pobre da população, que autoconstrói suas moradias em locais desvalorizados, preservados pela legislação de proteção ambiental ou outras normas urbanísticas. A cidade expande-se, as distâncias a serem percorridas aumentam, tornando quase inviável o fornecimento de infraestrutura e serviços urbanos para os inúmeros habitantes dispersos no território. De acordo com Relatório de avaliação global sobre biodiversidade e serviços ecossistêmicos (IPBES, 2019), as mudanças de uso do solo, causadas em parte pela urbanização, provocam alterações nos ecossistemas e na biodiversidade que os suportam, estando fortemente ligadas às mudanças climáticas e ao aquecimento global. A expansão urbana sobre o entorno natural representa, portanto, um risco ambiental. As cidades brasileiras têm papel importante, concentrando quase 85% da população do país, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (IBGE, 2015). A gestão da densidade urbana, intensificando o uso do solo nos ambientes atendidos por infraestrutura, pode promover a economia na manutenção das redes de serviços urbanos, viabilizar melhorias e potencializar o uso do transporte de massa. No entanto, a inclusão da população de baixa renda, maior parcela do déficit habitacional, é imprescindível; caso contrário, o adensamento só servirá para fomentar as atividades de um mercado imobiliário que não se interessa por esta numerosa população. A pesquisa abordou a Densidade Urbana como um instrumento de análise do estoque construído existente e seus potenciais, tendo como referência critérios sobre a economia na manutenção e construção das redes de infraestrutura. Mapeamentos foram feitos com programa de geoprocessamento, avaliando a densidade urbana em uma área do Rio de Janeiro composta por 26 bairros e dotada de infraestrutura. Os mapas auxiliaram a escolha de quatro subáreas de estudo, para uma análise das densidades e suas variáveis em escala ampliada, combinada a um estudo de adensamento urbano. Os resultados mostram um potencial para alocar mais cerca de 300.000 unidades habitacionais, aproximadamente 84% do déficit habitacional metropolitano e 50% do conjunto total das necessidades e futuras demandas habitacionais do município, em uma área que corresponde a 5% do território urbanizado da cidade. O número potencial de moradias confirma a relevância do tema Densidade Urbana e a necessidade de intensificar o aproveitamento dos ambientes urbanizados, para o uso sustentável das infraestruturas existentes e atendimento das carências habitacionais nos limites consolidados da cidade |