Estudo molecular dos circovírus suíno tipos 2 e 3 em suínos dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo, Brasil
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Niterói
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/13337 http://dx.doi.org/10.22409/PPGMPA.2019.d.73279978734 |
Resumo: | A suinocultura moderna se caracteriza por confinar grande número de animais, propiciando ambiente favorável para a transmissão de agentes infecciosos. Dentre estes, destacam-se os circovírus suínos tipos 2 (PCV-2) e 3 (PCV-3), que estão associados à perda de peso, síndrome da dermatite e nefropatia suína e problemas reprodutivos. O PCV-2 causa significativa perda econômica para a indústria de suínos no Brasil e no mundo, o que torna o diagnóstico preciso das infecções por esse vírus altamente importante para a implementação de ações de manejo nos rebanhos afetados. O PCV-3 foi recentemente descrito a partir de casos de perdas reprodutivas e inflamação multissistêmica, e ainda há poucas informações disponíveis nos rebanhos brasileiros. O objetivo deste trabalho foi realizar a comparação entre as técnicas de qPCR e nested PCR na detecção do PCV-2, e o desenvolvimento de uma técnica de nested PCR para detecção molecular do PCV-3, a partir de amostras de soro de suínos coletadas nos estados do Rio de Janeiro e Espirito Santo, Brasil. Para isso, foi implementada uma qPCR para detecção e quantificação de PCV-2 no Laboratório de Virologia Animal e Parvovírus, UFF, que foi aplicada para avaliação da associação entre carga viral e manifestações clinicas, além da comparação com a nested PCR já utilizada no mesmo laboratório, e uma nested PCR para detecção de PCV-3, que foi posteriormente utilizada no estudo molecular para este vírus. A qPCR apresentou 38,92% de positividade. Entretanto, não foi observada diferença estatística com a nested PCR (40,26%). Uma associação estatística foi observada entre a carga viral sérica do PCV-2 e a presença de animais com diarreia. Em relação ao nested para PCV-3, o par de iniciadores desenhado para esse estudo apresentou um limite de detecção superior a reação de PCR inicialmente utilizada. Esse vírus foi detectado em 26,62% das amostras, tendo sido observada uma associação estatística entre o PCV-3 e animais assintomáticos, o que sugere que o vírus possa causar infecções subclínicas. |