Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Garcia, Romay Conde |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/33884
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Resumo: |
No dia 19 de Abril de 2007, a Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito para “investigar as causas da crescente desordem urbana nos logradouros públicos do município”. Dois anos depois, a Prefeitura adotou em diversos pontos da cidade operações de caráter repressivo denominadas “Choque de Ordem”, visando a aplicação das Posturas Municipais - um conjunto de normas de caráter local que regulam especialmente o espaço destinado ao uso coletivo. A contraposição, manifestada no discurso oficial, entre as tríades ordemlegalidade- normalidade e desordem-ilegalidade-irregularidade foi o ponto de partida para uma reflexão sobre a relação entre norma e lugar. Ou seja, como as Posturas Municipais, na forma como foram e vem sendo concebidas, instauradas e praticadas no Rio de Janeiro afetam, alteram, constrangem, interditam e favorecem as práticas cotidianas inerentes ao lugar, ao mesmo tempo que refletem as tensões do ordenamento territorial, que oscilam da apropriação à regulação; do espontâneo ao induzido e ao coagido; do concebido ao vivido. Dessa premissa, resultou um estudo pautado na observação de campo onde busquei, entre a deriva e o flâneur, compreender como normas e mecanismos do Poder de Polícia podem ser revistos à luz dos conflitos que propagam e da desordem que julga combater. Ou seja, como ordem e desordem, antes de simples choque entre contrários, tornam-se forças construtoras da organização do lugar, enquanto locus do cotidiano, da multiplicidade e da diferenciação, em processo constante de mudança. |