Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
Aguiar, Rosane Cordeiro Burla de |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/12566
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Resumo: |
Crianças com necessidades especiais de saúde (crianes) possuem disfunções que limitam o estilo de vida e atividades próprias da idade. Elas requerem atendimento de saúde contínuo e interdisciplinar, cuidados especiais em domicílio que, por não pertencerem ao cotidiano de cuidar dirigido à maioria das crianças, representam desafios relacionados aos cuidados habituais modificados, de desenvolvimento, tecnológico e medicamentoso. Os saberes e práticas cotidianas dos familiares cuidadores de crianças em terapia anticonvulsivante foram problematizados e incorporados no processo de produção de um material educativo (almanaque), com os objetivos de: desvelar os conteúdos sobre a terapia no cotidiano do cuidado; incorporar suas experiências nesse processo de produção; discutir a apropriação das imagens ofertadas durante o processo de produção. A pesquisa qualitativa foi conduzida segundo a dinâmica de criatividade e sensibilidade almanaque do método criativo e sensível e complementada com informações do banco de dados do Laboratório de Pesquisa e Tecnologia Educacional em Saúde da Criança (LAPTESC), dos prontuários e de entrevistas individuais. Participaram da dinâmica, cinco familiares cuidadoras de cinco crianças em atendimento na unidade de reabilitação de um hospital público e de ensino do Rio de Janeiro, em quatro encontros grupais e dois individuais. Para produzir um material educativo dialógico, centrado no saber de experiência feita das familiares cuidadoras, foi preciso constituir questões geradoras de debate mobilizadoras de respostas vinculadas ao cotidiano do cuidado na administração do anticonvulsivante a criança para fomentar o diálogo e a interação. Além disso, a oferta de imagens foi uma antecipação que ajudou as cuidadoras a processar respostas, mas não inibiam o potencial criativo no momento de representação da cena do cotidiano que envolve a sua ação cuidativa. A apropriação de imagens fomentou a reflexão sobre o fazer, revelando erros e acertos e desvelando dificuldades na ressignificação das prescrições medicamentosas e das orientações sobre a terapia. Nesse sentido, o processo de produção indicou a geração de um material educativo que incluiu os temas: dose adequada e efeitos desejáveis e indesejáveis, modo de apresentação e administração do remédio, dificuldades e facilidades na implementação da terapia com anticonvulsivante. |