Elementos para uma genealogia das comunidades terapêuticas brasileiras
Ano de defesa: | 2019 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | https://app.uff.br/riuff/handle/1/21516 http://dx.doi.org/10.22409/PPGSD.2019.m.10175149763 |
Resumo: | O objeto do presente estudo é identificar e analisar exercícios de poder que constituem as condições de possibilidade da atuação e da expansão das chamadas comunidades terapêuticas. As comunidades terapêuticas brasileiras são locais que recebem pessoas com histórico de uso de substâncias psicoativas, com a finalidade declarada de recuperar esses indivíduos. Embora tais instituições sejam frequentemente denunciadas por graves violações aos Direitos Humanos, o que se nota é sua expansão numérica e uma progressiva legitimação de sua atuação por parte dos Poderes Públicos. Nesse cenário, importa para a defesa dos Direitos Humanos no Brasil, oferecer elementos que auxiliem reflexões aprofundadas a respeito do tema, lançando mão de um instrumental teórico proveniente da Filosofia Política, da Sociologia e do Direito. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, de natureza básica – que busca produzir conhecimentos úteis ao avanço do debate, sem ter a pretensão de resolver um problema específico –, com objetivo exploratório da realidade tratada e que emprega os procedimentos de levantamento bibliográfico e documental. O trabalho se desenvolverá a partir dos seguintes eixos: a segregação dos considerados doentes mentais na história ocidental, as repercussões sociais e políticas das concepções sobre o uso de drogas internacionalmente e nacionalmente e uma apresentação crítica de dados quantitativos e qualitativos sobre as comunidades terapêuticas brasileiras. Como resultado, extrai-se uma compreensão das comunidades terapêuticas enquanto mecanismos de incidência dos poderes hegemônicos contrários às drogas, auxiliados pelo tripé disciplina, religião e trabalho |