Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Soares, Lucielena Maria de Sousa Garcia |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/35831
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Resumo: |
Introdução: Os medicamentos opioides fazem parte da abordagem de controle da dor crônica, no entanto, podem resultar em eventos adversos impactando na segurança do paciente. O uso de tecnologias para promoção da educação em pacientes com dor crônica, configura-se como importante ferramenta de ensino e informação para pacientes, contribuindo para sua segurança. Essa pesquisa tem como produto o aplicativo OPI-APP, um aplicativo móvel educacional para pacientes com dor crônica em uso de opioides. Objetivo: Desenvolver uma tecnologia educacional, na forma de aplicativo móvel, para pacientes com dor crônica em uso de opioides. Método: Estudo metodológico, em três etapas, realizado de 2022 a 2024. Na primeira etapa foi realizada uma revisão de escopo buscando as evidências sobre tecnologias em forma de aplicativos para pacientes com dor crônica, em uso de opioides. A segunda etapa consistiu na avaliação de 20 pacientes com dor crônica durante a consulta de enfermagem e construção do arcabouço tecnológico do aplicativo utilizando a abordagem de Engenharia de Software e o Ciclo de Vida Espiral com Prototipagem. A partir de cenários de uso desenvolveu-se um fluxograma, e foram elaborados os conteúdos do aplicativo. Na terceira etapa, foi realizada a avaliação de usabilidade do aplicativo junto aos pacientes com dor crônica em uso de opioides. Responderam a esta etapa 16 pacientes. Resultados: Em relação à primeira etapa, resultaram das buscas nas bases de dados 190 citações e 15 documentos da literatura cinzenta. Destes, 28 foram selecionados para a revisão, contemplando tipos de aplicativo, que foram categorizados em educacional, assistencial, gerencial, e outros de diferentes categorias. Em relação à segunda etapa, a avaliação dos pacientes participantes revelou 85% do sexo feminino, com média 6,35 para intensidade de dor e 13,95 para tempo de dor. Todos os pacientes estavam em uso de medicamentos de opioides, e desses 60% souberam identificá-los dentre os medicamentos que faziam uso. Sobre o aplicativo educacional, 100% sugeriu que abordasse a dor crônica e riscos de uso indevido de opioides e 85% uso de medicamentos opioides e efeitos colaterais. Ainda na segunda etapa, o aplicativo foi construído e disponibilizado inicialmente para Android. Foram definidas as telas e estrutura, logo, cores, textos e ilustrações. Para o conteúdo do aplicativo foram utilizadas as evidências da revisão de escopo e resultados dos dados coletados na avaliação dos pacientes na consulta de enfermagem. A terceira etapa contemplou a avaliação de usabilidade utilizando o instrumento Questionário System Usability Scale, com 16 pacientes que participaram da primeira consulta de enfermagem. O escore da avaliação de usabilidade teve média de 95,3 pontos, indicando classificação melhor imaginável. As sugestões de melhoria foram atendidas e o aplicativo está sendo aprimorado. Conclusão: A pesquisa mostrou a construção do aplicativo educacional OPI-APP para pacientes com dor crônica em uso de opioides mediante avaliação dos pacientes e preferências para educação em saúde, bem como a avaliação da usabilidade do aplicativo. A pesquisa também proporcionou a elaboração de instrumento para a avaliação para pacientes com dor crônica em uso de opioides que é um subproduto do presente estudo. |