Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2025 |
Autor(a) principal: |
André, Lialyz Soares Pereira |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://app.uff.br/riuff/handle/1/36788
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Resumo: |
Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa são patógenos oportunistas frequentemente isolados no ambiente hospitalar associados a infecções relacionadas à assistência à saúde. O uso empírico e indiscriminado de antimicrobianos, sem a adequação aos padrões de resistência, ocasiona a emergência de novos clones resistentes, fazendo com que o tratamento dessas infecções, geralmente fatais, tenha se tornado um grande desafio para os pesquisadores. Assim, associar um peptídeo antimicrobiano, com potencial capacidade para desestabilizar as membranas destes microrganismos, à outras moléculas, como os tetrazóis pirazólicos, que tem sua eficiência comprovada por estudos prévios do nosso grupo, parece ser um caminho promissor no combate às infecções hospitalares. Vinte e dois peptídeos desenvolvidos e nove tetrazóis pirazólicos foram submetidos aos testes de Concentração Mínima Inibitória e Concentração Mínima Bactericida contra S. aureus ATCC 25923 e P. aeruginosa ATCC 27853, e às estirpes clínicas S. aureus USA300 e P. aeruginosa CBAC 337. Um total de 18/22 AMPs e 4/9 tetrazóis pirazólicos apresentaram atividade inibitória sobre as estirpes avaliadas. Os AMPs HHX-2-28 e AJP-1-102 demonstraram inibir a formação do biofilme de USA300. O AMP HHX-2-28 reduziu as Unidades Formadoras de Colônia do biofilme e consequentemente, o biofilme visualizado através da Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). Os AMPs HHX-2-28 e o tetrazol pirazólico JVS 05 apresentaram um efeito sinérgico e aditivo contra USA 300 no ensaio de checkerboard. Os AMPs selecionados e tetrazol apresentaram baixa citotoxicidade nas culturas de células avaliadas, além disso, os AMPs demonstraram não apresentar efeito hemolítico. O ensaio de profilaxia e tratamento in vivo foi realizado com 3 grupos em duas concentrações diferentes: um grupo tratado 30 minutos antes com o AMP HHX 2-28 contra USA300, um grupo tratado com vancomicina contra USA300 e um grupo tratado com solução salina estéril. Todos os animais de todos os grupos apresentaram sinais clínicos de infecção e inflamação, porém HHX 2-28 aumentou a sobrevida dos animais em comparação com os animais tratados com solução salina e vancomicina, sendo a sobrevida de 100% quando a dose foi aumentada (4x). Por isso, esse AMP é um candidato para ensaios futuros para determinar sua efetividade e segurança contra infecções por estas espécies bacterianas. |