A representação dos leigos na Legenda Áurea de Jacopo de Varazze (séc. XIII)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Kamp, Henrique de Melo Kort
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://app.uff.br/riuff/handle/1/28270
Resumo: O fazer hagiográfico dominicano constituiu-se, na segunda metade do século XIII, como um suporte para os frades pregadores atuarem em meio aos fiéis, promovendo não apenas a preservação de uma memória da santidade, mas também os preceitos que deveriam reger a vida dos cristãos. Nesse contexto, a Legenda Áurea, composta pelo frade Jacopo de Varazze, se destacou em meio às suas semelhantes não só pela ampla abordagem, mas também por sua extraordinária difusão e longevidade. Apresentava em seu corpo um extraordinário rol de santos e santas que davam conta de praticamente toda a história do Cristianismo. Entretanto, estes não são os únicos personagens desta produção dominicana. Pretendemos nos ater a um grupo presente no legendário que normalmente é marginalizado ou abordado de maneira recortada: os leigos. Analisaremos, portanto, a relação do laicado com a produção da obra no que tange aos aspectos extra e intratextuais, sobretudo a inserção de personagens leigos no corpo da narrativa. Esperamos demonstrar, ao final, como este grupo funciona como um elemento didático que representa as relações cotidianas dentro do texto hagiográfico afim de maximizar as intenções discursivas do(s) emissor(es) face aos seus consumidores finais. Partimos do pressuposto de que as narrativas santorais da obra foram construídas por meio de elementos e artifícios textuais, estabelecendo uma relação particular entre o sagrado e o profano. Isto permite-nos investigar a relação entre o divino, o sacro, e o mundano, o laico, apontando as características principais e as motivações para o papel que se atribui aos leigos na Legenda Áurea, que os fazem centrais para o processo de legitimação não só dos múltiplos perfis de santidade, mas também da Ordem dos Frades Pregadores.