A tração reversa da maxila no tratamento da maloclusão classe III: revisão sistemática

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Perrone, Anna Paula Rocha
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://app.uff.br/riuff/handle/1/10372
Resumo: Introdução: A tração reversa da maxila é uma terapia recomendada para o tratamento da maloclusão Classe III em pacientes jovens. Porém, a Classe III é desafiadora, por apresentar um forte componente genético e pela incerteza da estabilidade dos resultados pós-controle. Objetivo: Avaliar por meio de uma revisão sistemática, os resultados da tração reversa da maxila no tratamento da Classe III, durante a dentição temporária e mista, associada ou não a disjunção rápida do palato, ao final do tratamento e no período pós-controle. Metodologia: Foi realizada uma busca eletrônica em bancos de dados (Medline – Entrez PubMed, Bireme e Biblioteca Cochrane), no período de 1980 a 2011, do tratamento da Classe III com tração reversa da maxila em pacientes em crescimento. Os estudos deveriam incluir a medida da relação maxilo-mandibular (ANB) em T1 (início do tratamento), T2 (final do tratamento) e T3 (acompanhamento pós-controle). Resultados: Foram obtidas 2298 publicações. Após dois processos de inclusão e exclusão, os estudos selecionados foram avaliados através de uma lista de qualidade metodológica. Apenas oito estudos primários foram selecionados. Conclusões: O tratamento da Classe III, na dentição temporária e mista, através da tração reversa da maxila, promove movimentação anterior da maxila, porém no pós-controle ocorreram recidivas em extensões variáveis. O aumento médio do ANB em oito estudos foi de 2,35 graus e a recidiva de 1,05 graus, com uma estabilidade de 55% da correção realizada. Houve uma estabilidade de 59% no grupo que iniciou o tratamento na dentição temporária e de 53% no grupo de dentição mista. A estabilidade no grupo que associou a disjunção rápida do palato foi de 41% contra 70% do grupo que não realizou a disjunção, não justificando, portanto a disjunção apenas como auxiliar da tração maxilar