Padrão de atividade, dieta e uso do espaço por Callicebus personatus (Primates, Pitheciidae) em uma área de parque urbano, município de Santa Teresa, ES

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2013
Autor(a) principal: Fernandes, Cintia Corsini
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Espírito Santo
BR
Mestrado em Biologia Animal
UFES
Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
57
Link de acesso: http://repositorio.ufes.br/handle/10/3839
Resumo: A procura de alimento demanda tempo e gasto energético e o hábitat pode apresentar variações, fazendo com que os animais tomem Decisões sobre como se comportar nele. Estudos sobre comportamento e dieta de Callicebus personatus ainda são pontuais e com pouco tempo de dados de observação. Este estudo tem como objetivos apresentar como um grupo de C. personatus, que vive em um fragmento de mata inserido em uma área urbana, se comporta e avaliar se o consumo de frutos pelos guigós influencia os padrões de atividades e uso do espaço. O estudo foi conduzido durante os meses de setembro e novembro de 2011 e fevereiro a julho de 2012, utilizando a metodologia de amostragem instantânea. Os guigós passaram 50% do tempo descansando, 20% se movimentando, 17% se alimentando e 13% em interações sociais. Os frutos foram os alimentos mais utilizados pelos guigós, compreendendo cerca de 70% da dieta, incluindo, pelo menos, oito famílias botânicas. O orçamento temporal do grupo estudado seguiu o padrão encontrado em outros estudos de C. personatus. De acordo com as observações sobre as áreas utilizadas mensalmente, a área de parque arborizado, mais antropizada, é a área mais visitada. Lá estão concentradas as árvores exóticas, que estão frutificando (pelo menos uma espécie) ao longo de todo o ano. Os dados sugerem que os guigós utilizam a área de vida de acordo com a disponibilidade de recurso de frutos disponíveis, além de preferir ingerir itens de maior valor energético, como previsto pela Teoria de Forrageamento Ótimo.