Diagnóstico situacional da gestão da inovação nos núcleos de inovação tecnológica das instituições de ensino superior do Rio Grande do Norte

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Sousa, Priscilla Felipe de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Brasil
Centro de Ciências Sociais Aplicadas e Humanas - CCSAH
UFERSA
Universidade Federal Rural do Semi-Árido
Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://lattes.cnpq.br/7436750766676260
http://lattes.cnpq.br/8333590227945846
http://lattes.cnpq.br/0699685084143652
https://repositorio.ufersa.edu.br/handle/prefix/8867
Resumo: Observada a escassez de estudos para avaliar a eficácia dos Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) na gestão da inovação, em especial no estado do Rio Grande do Norte (RN), foi proposto o presente estudo com base nas seguintes questões norteadoras: Quais as ações desses NITs para a promoção da propriedade intelectual e transferência de tecnologia? Quais as práticas de gestão da propriedade intelectual implementadas nesses NITs? Quais as principais limitações encontradas nas gestões desses NITs? Assim, o objetivo geral desta pesquisa foi caracterizar e avaliar as práticas de gestão da propriedade intelectual pelos NITs do RN. Trata-se de um estudo transversal, de caráter descritivo, com levantamento de dados por meio de questionário semiestruturado, utilizando o método de pesquisa quantitativa. O local de estudo desta pesquisa abrangeu somente o estado do RN e restringiu-se aos NITs das quatro IES públicas do estado. A população da pesquisa foi constituída por gestores dos NITs do RN, e a coleta de dados foi feita através de questionário. Delineou-se que as ações de propriedade intelectual efetuadas pelos respectivos NITs enfatizam, principalmente, as patentes e os programas de computador, e, em menor quantidade, o registro de marcas e desenho industrial, e não há nenhuma solicitação de proteção no exterior. Observou-se que metade dos NITs não tem experiência alguma em transferência de tecnologia, e os que têm, são experiências ínfimas. Verificou-se que as IES possuem um direcionamento estratégico alinhado ao seu planejamento institucional, o que justifica o crescimento de PIs desenvolvidas no RN. Percebeu-se, ainda, que os NITs possuem fluxos definidos, porém com necessidade de melhor organização, adaptação e divulgação entre os interessados. Por fim, foi possível identificar que as principais limitações encontradas nas gestões dos NITs do RN são diversas e percorrem desde a questão de pessoal, de cultura das instituições em geral, de recursos financeiros, de valoração de tecnologia, de burocracia, de sistema e de política até questões relacionadas à transferência de tecnologia. Concluiu-se, portanto, que os NITs do RN trabalham com falta de pessoal para atender às necessidades que lhes são atribuídas dentro das IES, e que o incentivo à capacitação na área de atuação é mínimo. Porém, são perceptíveis o reconhecimento, pelos gestores, da importância de enfrentar as dificuldades ora identificadas e a intenção de desenvolver atividades para atenuar os desafios e ampliar a atuação dos NITs de forma mais efetiva. Dessa maneira, o estímulo à proteção das propriedades intelectuais no RN mostra a progressão dos números, porém é preciso avançar nas parcerias com empresas para atingir a finalidade da inovação com mais transferências das tecnologias geradas nas IES. Para isso, a atualização e a disponibilidade dos portfólios e das vitrines tecnológicas precisam ser prioridade para os NITs do RN. É preciso expandir a divulgação das propriedades intelectuais geradas nas IES e seus benefícios, para que o público possa ter acesso e se beneficiar do resultado das pesquisas desenvolvidas nas IES do seu estado