Educação matemática crítica e a pedagogia progressista: colaborações dessa relação em uma formação continuada de professores para a justiça social

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: ANDRADE, Sadhu Abraham Vicencio lattes
Orientador(a): SILVA, João Ricardo Neves da lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Itajubá
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação: Mestrado - Educação em Ciências
Departamento: IFQ - Instituto de Física e Química
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.unifei.edu.br/jspui/handle/123456789/3925
Resumo: A presente pesquisa considera que a busca por justiça social é condição sine qua non de qualquer processo educacional. A partir disso, pretende-se analisar, por meio de um processo de formação continuada, como que as perspectivas da educação matemática crítica e da pedagogia progressista de Georges Snyders podem contribuir com um ensino de matemática que trabalhe por justiça social. Almejando, então, responder a seguinte questão: Quais são as colaborações que a relação entre a educação matemática crítica e a pedagogia progressista snyderiana podem trazer para um ensino de matemática que trabalhe para uma sociedade humanizada? Para tanto, por meio de uma abordagem qualitativa, esta investigação caracteriza-se como uma pesquisa-formação, uma vez que visa proporcionar e analisar focos críticos em um processo formativo, de modo colaborativo entre o pesquisador e os participantes. Fora oferecido, assim, um curso à distância de formação continuada, intitulado de “Fundamentos da educação matemática crítica e a justiça social”, para professores e especialistas em educação da rede pública, graduandos em licenciaturas de matemática e pedagogia, e mestrandos em linhas de pesquisa que estudam matemática. O curso baseou-se num referencial teórico que buscasse compreender questões sociais, educacionais e do ensino de matemática, de modo a contribuir com reflexões dos participantes sobre essas áreas. Assim foram adotados referenciais: marxistas, colaborando com análises críticas a respeito da sociedade capitalista; progressistas, utilizando-se de obras do educador Georges Snyders e que colaboram com profundas análises críticas a respeito da educação; e da educação matemática crítica, que colaboraram com análises críticas a respeito do ensino de matemática, dos conhecimentos matemáticos, e suas funções na sociedade atual. A partir dessa ação formativa, que ocorreu em um período de dez semanas, foram colhidos dados presentes nas produções dos participantes (participação em fóruns, atividades e produção de um plano de aula realizado em grupo, como trabalho final), e presentes nos discursos dos mesmos, em 6 encontros síncronos ocorridos no período do curso. Esses dados foram analisados e apresentados por meio do encontro com cinco focos críticos formativos e analíticos: A Crítica sobre a Realidade; (Auto)Crítica docente; Crítica como Filosofia de Ensino; (Muito) Conteúdo Crítico; Crítica e a Ação. Ao fim deste processo investigativo, pôde-se reconhecer, a partir desses focos críticos, pontos que alinham as perspectivas no caminho da formação de um professor de matemática que seja crítico e progressista, e que possa colaborar com as lutas sociais por uma sociedade mais justa.