Conhecimento acerca da apiterapia pelas comunidades quilombolas de Cajazeirinhas (PB).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: ROCHA, Christianne Urtiga.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Ciências e Tecnologia Agroalimentar - CCTA
PÓS-GRADUAÇÃO EM SISTEMAS AGROINDUSTRIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/30798
Resumo: A apiterapia é uma forma de tratamento da medicina altemativa que utiliza produtos apícolas para o tratamento de problemas de saúde. Este estudo objetivou identiülcar junto as comunidades quilombolas do município de Cajazeirinhas (PB), quais os conhecimentos existentes acerca dos benefícios exercidos pelos produtos das abelhas, com ênfase na apitoxina, na cadeia terapêutica pessoal, orientando-os quanto à utilização desta toxina como método da medicina natural. A pesquisa se deu em duas etapas. Na primeira, foi realizado um levantamento populacional onde coletamos informações acerca do conhecimento dos quilombolas sobre o uso da apitoxina na apiterapia e sobre os aspectos relacionados ao consumo e a exploração de produtos apícolas por essas famílias. Já na segunda etapa, foram oferecidos atendimentos diversos, realizados por profissionais da equipe de saúde do município, fomecendo conhecimentos quanto apicultura, apiterapia e apitoxina, inclusive, com a aplicação desta toxina em alguns membros das comunidades, além de atendimentos com a equipe do Núcleo de Apoio à Saúde da Família, enfocando a alimentação saudável a partir do consumo de produtos apícolas. Em geral, nas duas comunidades, existem 101 mulheres e 70 homes, distribuídos entres crianças, adolescentes, adultos e idosos, pertencentes a 43 famílias, das quais 88,5% fazem uso dos produtos apícolas, onde o mel e a própolis são os mais consumidos, porém em raríssimas sequências, pois só usam na intenção de tratar doenças (88,5%). Logo, apenas 1 7% dos entrevistados ouviram falar sobre a apiterapia e destes, apenas 6% conhecem os seus efeitos no combate a inflamação da garganta e promoção de saúde para o corpo. Quando questionados sobre o conhecimento do veneno das abelhas 23% responderam conhecer, mas sobre o tempo apitoxina apenas 4%já haviam ouvido falar, e destes apenas 1,29%já fez uso da toxina. Concluímos a partir da identiílcação que as comunidades estão bem organizadas. Observamos que os quilombolas não obtinham o conhecimento a respeito da apitoxina, tampouco íàziam uso da apiterapia. Os eventos foram de grande valia para as comunidades, pois, além do conhecimento, os levaram à prática da apiterapia.