Irrigação da videira europeia com base no índice de estresse hídrico da cultura.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 1997
Autor(a) principal: SOUSA, Josadark Soares de.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
PÓS-GRADUAÇÃO EM METEOROLOGIA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/10443
Resumo: Dados de experimento de campo conduzido, na área experimental da EMBRAPA SEMI - ÁRIDO Petrolina - PE (Latitude: 09°09'S; Longitude 40°22'W e altitude: 365,5m), no período compreendido entre 24 de abril a 01 de agosto de 1996, com a cultura da videira (Vitis Vinifera L.) submetida a dois tratamentos de irrigação, foram utilizados com o objetivo de detectar a possibilidade de monitoramento do estresse hídrico da cultura utilizando a técnica da termometria a infravermelho. A temperatura do dossel da cultura (Tc ) foi monitorada através de um termômetro infravermelho ao passo que a resistência estomática da cultura (rc) foi obtida com base em medições porométricas da resistência estomática (rsf) de folhas isoladas. A umidade do solo foi monitorada com tensiômetros instalados no solo nas profundidades de 20, 40, 60, 80 e 100cm. As medições da temperatura do ar (Ta ) , do Saldo de radiação (Sr), da velocidade do vento (u), do deficit de pressão de vapor (DPV) e os dados fisiológicos (resistência estomática e transpiração) foram coletados diariamente nos horários das 10:00h e 14:00h e em ciclos diurnos semanais das 7:00h as 17:00h, a cada 60 minutos. Foram determinados os Graus Dia de Estresse (GDE), e os índices de Estresse Hídrico da Cultura propostos por Idso et al. (lEHCj) e por Jackson et al. (lEHCj). Para o lEHCj obteve-se as linhas base inferior e superior, enquanto que o lEHCj foi obtido ao se estimar a resistência da cultura em condições de transpiração potencial (rCp) segundo medições porométricas. O GDE apresentou valores do tratamento não irrigado (TNI) maiores que do tratamento irrigado (Tl). O lEHCj apresentou grande variabilidade, devido a variação da radiação solar global incidente. O lEHCj também apresentou grande variabilidade de um dia para outro, devido a radiação solar e a velocidade do vento. Na analise da variação dos índices de estresse hídrico da cultura, observou-se uma elevada variabilidade ao longo do período de observações, o que dificultou a determinação de um valor critico que caracterizasse o momento das irrigações. Mesmo assim, sugere-se que, nas condições climáticas e de solo em que foi desenvolvida a pesquisa, a cultura deve ser irrigada toda vez que o lEHCj, atingir o valor 0,4. Concluiu-se que apesar do estresse hídrico não ter sido acentuado, a produção de frutos foi maior no tratamento irrigado. Já no tratamento não irrigado, observou-se alterações no desenvolvimento morfológico e na produção de frutos.