Avaliação do comportamento dos níveis dos aquíferos Beberibe-PB e Açú-RN utilizando modelos de séries temporais como ferramentas de gestão.
Ano de defesa: | 2020 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN PÓS-GRADUAÇÃO EM EXPLORAÇÃO PETROLÍFERA E MINERAL UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/17733 |
Resumo: | O conhecimento sobre a ocorrência de águas subterrâneas assume um papel muito importante e estratégico, principalmente na Região Nordeste, que é caracterizada por ser uma extensão territorial, em sua maior parte, dominada pela escassez de recursos hídricos superficiais e com limitação de uso da água tanto em termos quantitativos quanto qualitativos. Buscando gerar o conhecimento técnico necessário para a gestão sustentável desse importante recurso, o uso de modelos e métodos tornase necessário para permitir uma análise de dados de monitoramento que possibilite detectar alterações no ciclo hidrológico e gerar cenários de tendências futuras por meio de uma abordagem quantitativa do sistema, estabelecendo uma relação dinâmica entre o comportamento do nível freático, seja em função de condições hidrogeológicas locais ou condicionado por eventos climáticos de caráter mais abrangente. Sendo assim, o objetivo desse trabalho é explicar, a partir do modelo autorregressivo HARTT (Hydrograph Analysis: Rainfall and Time Trend), as oscilações dos níveis freáticos do Aquífero AçuRN e o Aquífero Beberibe PB. Com isso, entender como os mesmos respondem aos diferentes estímulos dos eventos de precipitação estando em contextos climáticos distintos, sob regimes de chuvas dissemelhantes, para que possa ser feita uma comparação entre essas duas formações. Além disso, realizar o cálculo de recarga anual e estimar o volume anual retirado por poços com outorgas em ambos os aquíferos, para o aprofundamento do conhecimento hidrogeológico dessas áreas. Para a realização desta pesquisa, além de um forte embasamento teórico compreendido por uma vasta revisão bibliográfica, foram realizadas coletas e análises de dados. A investigação dos dados de outorga e construção do modelo HARTT explica a evolução do nível freático ao longo do tempo em cada um dos 10 poços que estão insertos nos 9 municípios e representam esses aquíferos, utilizando os dados brutos climatológicos e de monitoramento de poço como entrada, obtidos nas plataformas online de instituições como a ANA e EMPARN. Para a série de níveis freáticos monitorados, as informações foram obtidas na página eletrônica da CPRM através do RIMAS, e os dados de volume dos poços com outorgas foram obtidos no site da AESA e IGARN. Os resultados no HARTT revelaram as tendências de rebaixamento ou elevação do nível estático nos poços e os altos valores de significância (pvalores <0,05) com R² médio de 78,88% no Beberibe e de 88,91% no aquífero Açu, caracterizando satisfatoriamente a forte relação de dependência entre as oscilações dos níveis freáticos e a precipitação acumulada, com tempo de resposta do lençol às chuvas variando de 1 a 2 meses no aquífero Potiguar e de até 1 mês ou menos no aquífero paraibano mais um contínuo rebaixamento do nível estático após o período de chuvas. A recarga média anual estimada pelo VNA com base nos valores médios de precipitação foi 39,38 mm/ano para o Açu e 298,69 mm/ano no Beberibe. Já os valores das vazões nas outorgas demonstraram uma tendência preocupante de aumento da exploração. Com base nos resultados encontrados, concluiuse que as ferramentas adotadas nesta pesquisa demonstraram uma boa eficácia no que tange aos métodos de apoio à gestão sustentável dos recursos hídricos e na comparação ou análise das características dos aquíferos Beberibe-PB e Açu-RN. |