Videorresenhas em ambientes digitais.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: BRITTO, Flávia Thaís Alves.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Humanidades - CH
PÓS-GRADUAÇÃO EM LINGUAGEM E ENSINO
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/6000
Resumo: As diversificadas formas de interatividade, conferidas às redes sociais, têm proporcionado a proliferação de uma variedade de textos cada vez mais híbridos em suas semioses. Muitos deles são fruto da (re)criação dos propósitos e das construções composicionais de gêneros de notória circulação social, para suprir as exigências das situações comunicativas diversas e dinâmicas. Nesse cenário, a rede social YouTube, devido a sua diversidade de recursos, tem adquirido grande destaque como um suporte para o surgimento de modelos textuais inéditos, como a videorresenha. Na medida em que esse gênero se oriunda da resenha, comumente inclusa no currículo escolar, evidencia sua potencialidade como recurso complementar a ações docentes, que possibilitem ao professor unir o ensino de leitura a práticas cotidianas dos alunos. Diante disso, o presente estudo pretende responder ao seguinte questionamento: Qual o potencial didático da videorresenha, divulgada em ambiente digital, como recurso complementar ao ensino de leitura?. Para tanto, realizamos uma análise de nove videorresenhas, publicadas em canais do YouTube, por meio de uma pesquisa qualitativa e de inspiração netnográfica, tendo como objetivo geral: refletir sobre a emergência do gênero em questão, enquanto um instrumento auxiliar a práticas de ensino de leitura no Ensino Médio. Os nossos objetivos específicos são: (1) identificar a estrutura da videorresenha, sistematizando suas peculiaridades, em detrimento a outros gêneros que se coadunam com sua produção; e (2) relacionar a produtividade desse gênero em contexto digital às práticas docentes de leitura necessárias ao referido nível de ensino. Tais decisões se embasam em fundamentos teóricos, que definimos em dois eixos centrais: o primeiro envolve os estudos sobre gêneros, multimodalidade do ambiente digital e constituição da videorresenha como emergente nesse ambiente, com base em: Araújo (1996); Bakhtin ([ca. 1953] 1997); Barton e Lee (2015); Bazerman (2006); Jeffman (2017); Silva (2011); Swales (1990); Motta-Roth (1995); entre outros. O segundo compreende concepções relacionadas à leitura, ao ensino e às práticas docentes que utilizam recursos digitais, em diálogo com; Jouve (2002, 2012); Koch e Elias (2014); Leffa (1999) e Rojo (2004). Os resultados nos permitiram o reconhecimento da videorresenha como autônoma à resenha, visto que, apesar de ambos os gêneros apresentarem propósitos comunicativos semelhantes, a análise daquele revela a execução de movimentos retóricos particulares, com uma estrutura prototípica própria, delineada pela multimodalidade do ambiente digital. Além disso, a videorresenha foi identificada como um recurso complementar em potencial para as práticas docentes de desenvolvimento de competências relacionadas à leitura, por proporcionar uma apreciação de gêneros textuais e auxiliar o ensino da leitura literária voltada aos exames vestibulares.