Análise do ciclo de vida dos resíduos de saúde em hospital universitário: interface com a pandemia da COVID-19.
Ano de defesa: | 2022 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN PÓS-GRADUAÇÃO EM RECURSOS NATURAIS UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25578 |
Resumo: | Todo ano são produzidos 1,4 bilhões de toneladas de resíduos sólidos no mundo. No Brasil, separando apenas os resíduos de serviços de saúde (RSS), aproximadamente, 28% das cidades brasileiras realizam a destinação inadequada. Consequentemente, o aumento dos RSS trouxe impactos significativos no meio ambiente e na saúde pública. O presente estudo utilizou como ferramenta de gerenciamento de RSS a Análise do Ciclo de Vida (ACV) em um hospital de grande porte situado na cidade de Campina Grande-PB no período de 2017 a 2020, antes e durante a pandemia de COVID-19. A pesquisa também mostra os impactos ambientais gerados pelos RSS no hospital e setores por meio de fluxogramas, desde a geração até a destinação final. Foi criado o Inventario do Ciclo de Vida (ICV) no período de 2017 a 2020. Contudo, a ACV serviu como base metodológica para a revisão de literatura, além da utilização de software Open LCA e método de classificação de impactos CML -IA 2001 por categorias. A pesquisa também analisou o processo de gerenciamento do Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC) e a destinação desses RSS para o aterro sanitário, tratamento especial e reciclagem. Os impactos ambientais produzidos foram: ecotoxicidade aquática e terrestre, toxicidade humana; eutrofização; acidificação; oxidação fotoquímica; destruição da camada de ozônio; aquecimento global; depleção abiótica. Em comparações anuais, somente para a acidificação houve aumento de 228,6% em 2017; 150,5% em 2018; 192,42% em 2019 e 184,5% em 2020 de emissão de poluente. Em relação à eutrofização, o tratamento especial foi mais desfavorável no ano 2019 com 771,97 kg de emissão. Em todos os cenários, a reciclagem foi o processo mais favoráveis na mitigação de impactos ao meio ambiente. Apenas em 2018 teve um acréscimo de 44,6% em relação ao ano de 2017 na produção de RSS. Em comparação ao ano da pandemia de COVID-19 (2020), os períodos de 2018 e 2019 foram de exacerbada geração de resíduos e consequentemente maiores impactos ambientais como potencial de aquecimento global ou mudança climática, variados tipos de ecotoxicidade e toxidade humana. Dessa maneira, conclui-se que a ACV é uma ferramenta essencial na medição de desempenho ambiental dos RSS. |