Avaliação das propriedades da tela de polipropileno antes e após reesterilização com peróxido de hidrogênio para fins de tratamento da incontinência urinária de esforço.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: TISSIANI, Marcelo Paulo.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E ENGENHARIA DE MATERIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/16420
Resumo: As telas de polipropileno (PP) monofilamentar, macroporosas são consideradas como padrão ouro como implantes para o tratamento da Incontinência Urinária de Esforço (IUE). A fim de compreender o que distingue nas telas de PP após sua reesterilização, foram avaliadas suas propriedades fundamentais. Deste modo, as telas de PP foram cortadas para se obter telas com dimensão de 1 x 15 cm e submetidas ao processo de avaliação antes e após a reesterilização por plasma de peróxido de hidrogênio. Posteriormente suas propriedades químicas, mecânicas, térmicas, morfológicas e biológicas foram analisadas pelas seguintes técnicas: Microscopia Ótica (MO), Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), Espectroscopia na Região do Infravermelho com Transformada de Fourier (FTIR), Termogravimetria (TGA), Calorimetria Exploratória Diferencial (DSC), Ensaio Mecânico de Tração, Citotoxicidade e Teste de Esterilidade. Pelas análises de MO e MEV, observou-se que o processo de reesterilização não provocou mudanças significativas na morfologia das superfícies das amostras. Pelos espectros FTIR, observou-se que o processo de reesterilização não provocou alterações significativas nas ligações das telas de PP. Pelas técnicas TGA e DSC não foi verificado diferença quanto a estabilidade térmica das telas estudadas. Pelo o Ensaio de Tração, pode-se perceber que as amostras possuem semelhanças quanto às suas propriedades de tração, não apresentando diferença significativa na deformação e no módulo de elasticidade. A tela de polipropileno reesterilizada apresentou viabilidade celular acima de 70% em cultura celular de fibroblastos L929. A amostra da tela de PP reesterilizada submetida ao teste de esterilidade não apresentou crescimento de microrganismos viáveis, com valor negativo em todo o ciclo. A esterilização pelo método por plasma de peróxido de hidrogênio foi eficaz na esterilização da tela de PP monofilamentar, com perspectivas de serem usadas no tratamento da IUE, de forma a aumentar o número de pacientes que possa utilizar e diminuir o custo final do procedimento cirúrgico.