Mulheres, estrangeiras e sábias: apropriação do feminino de Medeia em Gota d’Água.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: SILVA, Valtyana Kelly da.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Humanidades - CH
PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/714
Resumo: A escrita sobre o feminino, quer seja no âmbito literário, quer seja no científico, fez parte da zona de silêncio em diversos momentos da história. Em 1975, no Ano Internacional da Mulher, Chico Buarque e Paulo Pontes escreveram uma peça intitulada Gota D’água: uma tragédia brasileira. Esta obra dava uma nova face à conhecida personagem trágica Medeia: a de Joana. Medeia de Eurípides fora representada em 431 a.c., no período clássico da Grécia Antiga. Ambas compartilharam o lugar de mulheres, estrangeiras e sábias; em meio às aproximações e distanciamentos, marcados pela escrita de diferentes dramaturgos, em contextos sociais, políticos e temporais distintos. Destarte, através da análise das representações dos modelos femininos dos escritores, da apropriação feita por Chico Buarque e Paulo Pontes e pensando que as narrativas tornam acessíveis as experiências humanas no tempo, problematizo como o amor, a dor e a vingança demonstradas nas tragédias indicam as idealizações do modelo de mulheres, os conflitos de gênero, e as condições sociais que estavam subsumidas de acordo com cada período histórico. Compreendendo como se dá, no processo da história, as rupturas e continuidades no que concerne ao feminino representado no teatro.