Desenvolvimento de anel intravaginal: quitosana/promestrieno.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: FERNANDES, Clarissa Queiroz Bezerra de Araújo.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E ENGENHARIA DE MATERIAIS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/12651
Resumo: O presente trabalho teve como objetivo o desenvolvimento e caracterização de anéis biodegradáveis de quitosana/promestrieno. Os anéis foram produzidos utilizando, a técnica de tecelagem com fios multifilamentares (3 fios torcidos). Os fios com/sem fármaco foram obtidos por meio de extrusão e imersão em solução coagulante, seguido da lavagem e secagem dos fios, para posterior tecelagem do anel. Após obtenção dos anéis os mesmos foram caracterizados por meio das técnicas de Biodegradação, Microscopia Óptica (MO), Espectroscopia na Região do Infravermelho por Transformada de Fourier (FTIR), Condutividade, Avaliação do Potencial Hidrogeniônico, Grau de Intumescimento, Resistência à Tração e Termogravimetria. Na Biodegradação as amostras submetidas ao ensaio em meio ácido demonstraram maior perda de massa em função do tempo, em contraste as amostras submetidas ao ensaio em PBS e PBS com lisozima. Nas análises de MO as amostras apresentaram-se densas, lisas e sem a presença de poros, porém após 21 dias de ensaio de biodegradação observaram-se mudanças na coloração das amostras. O FTIR evidenciou as vibrações características dos materiais e confirmou a incorporação do fármaco na matriz polimérica de quitosana. Nos resultados de condutividade e pH ao longo de 21 dias de ensaio de biodegradação, observou-se etapas distintas que revelaram o processo de degradação da matriz e liberação do fármaco. No ensaio de resistência a tração, o uso da técnica de tecelagem e a adição de fármaco na matriz possibilitaram melhorias nas propriedades mecânicas dos anéis. Na Termogravimetria a perda de massa nos anéis com e sem fármaco até 200°C está atrelada a evaporação da água nas amostras. De modo geral, os anéis apresentam potencialidade como terapêutica de reposição de estrogênio, no entanto, é necessária a realização de outros ensaios que confirmem o uso do dispositivo na liberação controlada de promestrieno.