Análise e valoração da disponibilidade de bens e serviços ecossistêmicos em uma microbacia hidrográfica predominantemente urbanizada, Paraiba, Brasil.
Ano de defesa: | 2018 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Tese |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS EM REDE PROFLETRAS (UFRN) UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/16983 |
Resumo: | A urbanização tem sido uma das principais causas de mudança do uso e ocupação da terra em todo o mundo, muitas vezes com consequências irreparáveis para a prestação de bens e serviços ecossistêmicos fundamentais para o bem-estar físico, metal e espiritual humano, bem como para a manutenção da vida no planeta. Esta pesquisa analisa a mudança da disponibilidade de bens e serviços ecossistêmicos em função do uso e ocupação da terra, no período de 1989, 2007 e 2014; e a valoração social de benefícios prestados por uma microbacia hidrográfica predominantemente urbanizada, inserida no ecótono Agreste (área de transição entre os biomas Mata Atlântica e Caatinga), no Nordeste do Brasil. Técnicas de sensoriamento remoto e sistema de informação geográfica foram utilizadas para quantificar as mudanças no uso e ocupação da terra na Microbacia Hidrográfica Riacho das Piabas, Paraíba. Método de transferência de benefícios foi aplicado para quantificar as mudanças na oferta de bens e serviços ecossistêmicos, entre os anos analisados. A percepção das partes interessadas (comunidade, técnico e especialista) acerca dos ambientes que ofertam bens e serviços ecossistêmicos na área de estudo e seus respectivos níveis de importância foram obtidos por meio de mapeamento participativo. A substituição de área de vegetação arbórea (46% da área de estudo em 1989 e 5% em 2014) por ambiente construído foi o fator-chave que impulsionou o declínio de 73% da disponibilidade de bens e serviços ecossistêmicos entre os anos de 1989 e 2014. A expansão urbana promoveu a perda de 89% da oferta de oito serviços ecossistêmicos, incluindo regulação do clima, regulação do fluxo de água, moderação de perturbações, ciclagem de nutrientes e controle biológico, que quando se considera a tendência regional de aridificação e as pressões existentes sobre os recursos hídricos, são relevantes localmente. Houve diferença significativa entre a percepção das partes interessadas quanto ao número de áreas mapeadas por seção de bens e serviços ecossistêmicos disponibilizados pela área de estudo para a população (Anova fatorial, F= 21,62; p< 0,001). A visão da comunidade sobre os benefícios oferecidos pela microbacia hidrográfica estudada distinguiu de técnicos e de especialistas. Os ambientes que mais ofertaram bens e serviços ecossistêmicos foram as áreas de transição entre ambiente dulcícola e terrestre; e espaços verdes. O serviço de manutenção do ciclo hidrológico e fluxos de águas apresentou média de nível de importância social muito alto. A gestão que deseja reduzir os impactos do processo de urbanização na provisão de bens e serviços ecossistêmicos deve considerar implementação do planejamento espacial baseado em ecossistemas, com foco na infraestrutura urbana verde e na restauração de habitats naturais e sua conectividade. Ademais, é fundamental abordar a percepção de partes interessadas no processo de planejamento e tomada de decisão para minimizar e gerenciar potenciais conflitos sociais. |