Neoplasias de cães e gatos na Paraíba.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: ANDRADE, Rachel Livingstone Felizola Soares de.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMAL
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/25447
Resumo: As neoplasias em cães e gatos são causas frequentes de morte na Paraíba. Essa dissertação é formada por dois artigos originais: o primeiro, submetido à Pequisa Veterinária Brasileira, relata a frequência de neoplasias diagnosticadas em cães e gatos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande, Patos, Brasil, entre 2003 e 2010. Para tal, foram revisados todos os protocolos de necropsias e biópsias realizadas no Laboratório de Patologia Animal da referida instituição. As neoplasias mais frequentes em cães ocorreram na pele e anexo (46,1%), seguido da glândula mamária (24,4%), sistema genital (9,6%) e sistema alimentar (6,9%). Os tumores malignos foram mais frequentes que os benignos (p=0,001), representando 78% e 22% respectivamente. Em gatos, a frequência de neoplasias de pele e glândula mamária foram idênticas (39,4% cada), seguidas das do sistema digestivo (8,5%) e fígado (5,7%); os tumores malignos representaram 95,8% dos tumores diagnosticados nesta espécie. O segundo artigo, aceito para publicação na Veterinary Parasitology, relata a associação da infecção por Platynosomum fastosum com o desenvolvimento de colangiocarcinomas em gatos. P. fastosum é um trematódeo das vias biliares de felinos, geralmente encontrado como achado de necropsia. No início da década de 1980, no Brasil, foi associado à colangiocarcinomas, mas este achado não foi confirmado nas numerosas publicações sobre o parasita nos últimos 30 anos. Durante o período de 2000 a 2011, no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Campina Grande, no nordeste do Brasil, foram necropsiados 348 gatos, dos quais 11 (3,16%) apresentaram lesões causadas por P. fastosum e presença do parasito. Em três casos foram encontrados colangiocarcinomas associados à P. fastosum. Metástases foram observadas em dois casos. Os demais gatos morreram por outras causas e o parasita foi um achado incidental. A diversidade das neoplasias diagnosticadas dificulta ao veterinário o diagnóstico e o tratamento das mesmas, sendo recomendável o diagnóstico histológico sistemático de todas as lesões suspeitas de neoplasias. Além disso, são necessários estudos, que determinem os fatores epidemiológicos envolvidos no desenvolvimento dos tumores que acometem os cães e gatos, nas diferentes regiões, a fim de serem tomadas medidas para diminuir a ocorrência e letalidade das neoplasias.