Desempenho de um sistema wetland no tratamento de um córrego afluente ao açude de Bodocongó: segundo ano de funcionamento.
Ano de defesa: | 2002 |
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Autor(a) principal: | |
Orientador(a): | |
Banca de defesa: | |
Tipo de documento: | Dissertação |
Tipo de acesso: | Acesso aberto |
Idioma: | por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL UFCG |
Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: | |
Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/11300 |
Resumo: | O tratamento por métodos simples e de baixo custo de águas superficiais poluídas, tem se tornado cada vez mais necessário para a sobrevivência de rios e açudes bem como para propiciar o reuso dessas águas na irrigação. Com estas finalidades foi realizada no Campus II da Universidade Federal da Paraíba (Campina Grande, Paraíba, Brasil) a presente pesquisa para se avaliar um sistema de wetland artificial (ou construído) usando Typha spp. O sistema foi montado em 10 tanques brasilit de 250L, enchidos com brita (19mm) e alimentados em bateladas com água do córrego que atravessa o Campus II dessa Universidade, com vazões calculadas para tempo de detenção hidráulica de 5 e 10 dias, através de fluxo subsuperficial. Em 8 desses tanques se plantaram 8 própágulos de Typha spp (densidade de 20 propagulos/m2) enquanto os outros 2 tanques sem macrófitas foram usados como controle. A eficiência do sistema foi avaliada com base nos parâmetros físicos, químicos e microbiológicos de qualidade da água, medidos no afluente e nos efluentes dos tanques. A analise estatística dos resultados foi feita sobre dois conjuntos de dados: os obtidos ao longo dos seis meses da presente pesquisa (Janeiro a junho de 2001) e os referentes ao 1° ano de funcionamento (Janeiro a dezembro de 2000), perfazendo um total de dezoito meses. Os resultados mostraram que o sistema apresentou eficiência significativa na purificação da água. Para os dois tempos de detenção hidráulica, as remoções verificadas nos últimos seis meses foram, em media: 82 e 89% da turbidez; 83 e 88% da DB05; 100% do nitrogênio amoniacal; 84 e 86% do fosforo total; 96% do ortofosfato solúvel e 99,9% de coliformes e estreptococos fecais. A temperatura e o pH permaneceram praticamente constantes, enquanto outros parâmetros apresentaram grandes acréscimos como: condutividade elétrica (83 e 106%), bicarbonatos (64 e 90%), cloretos (194 e 220%), sódio (165 e 228%), cálcio (96 e 114%), magnésio (103 e 141%), alealinidade total (67 e 92%) e dureza total (92 e 111%). Comparando os resultados deste período com os dados dos 12 meses anteriores, especialmente os correspondentes ao período de mesma climatologia (semestres I), constata-se que o desempenho do sistema aumentou ao longo do tempo, com o crescimento das plantas e do seu sistema radicular. A analise de variância ao nível de 5% de significância, mostrou diferenças dentro dos tratamentos para os parâmetros: sólidos totais, nitrogênio amoniacal, nitrato, fosforo, coliformes fecais e estreptococos fecais. O teste de Tukey, aplicado também aos dados desses dois períodos, não identificou diferenças significativas nos efluentes dos tanques vegetados com tempo de detenção hidráulica de 5 e 10 dias para as variáveis: condutividade elétrica, turbidez, pH, alealinidade, dureza, DBOs, nitrogênio amoniacal, fosforo total, coliformes fecais e estreptococos fecais. Estes efluentes, comparados aos dos tanques controles, apresentaram diferenças significativas para: condutividade elétrica, bicarbonato, sódio, cálcio, magnésio, dureza, coliformes e estreptococos fecais. Conclui-se que águas superficiais contaminadas por esgotos domésticos, podem ser tratadas em wetlands construídos com 5 dias de detenção hidráulica. Estes sistemas se caracterizam pela simplicidade de construção e manutenção e podem ser apresentados como uma alternativa para 0 melhor aproveitamento dos escassos recursos hídricos no semi-árido do nordeste brasileiro. |