A atuação do padre Alfredo Dâmaso e suas contribuições para o reconhecimento étnico dos fulni-ô e as mobilizações indígenas no nordeste contemporâneo.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: BEZERRA, Deisiane da Silva.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Humanidades - CH
PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/1371
Resumo: Nesta dissertação discutimos a importância da atuação de Pe. Alfredo Pinto Dâmaso no processo de mobilizações indígenas, contribuindo para o reconhecimento étnico e assistência oficial aos Carnijó/Fulni-ô, habitantes em Águas Belas/PE, entre os fins da década de 1920 a meados dos anos 1950 e as mobilizações indígenas no Nordeste contemporâneo. Buscamos evidenciar as condições sociais e políticas que propiciaram as reivindicações dos índios, bem como o estabelecimento de uma rede de articulações indígenas e de alianças com autoridades civis, militares e religiosas mediadas pelo Padre. Favorecendo assim, as relações com o Serviço de Proteção aos Índios/SPI, para a construção do Posto Indígena Dantas Barreto, seguida da de outros postos indígenas em Pernambuco, Alagoas e Norte da Bahia, como forma de reafirmação da identidade indígena no citado período histórico, após a extinção dos aldeamentos na Região Nordeste, ocorrida nas últimas décadas do Século XIX. Fundamentamos nossas discussões a partir das reflexões de autores como Edson Silva, João Pacheco de Oliveira Filho, Antonio Carlos de Souza Lima, Halbwachs e Michel de Certeau, utilizando fontes documentais disponíveis no acervo do Memorial Pe. Alfredo Dâmaso, localizado em Bom Conselho/PE e também relatos das memórias de indígenas idosos que conviveram com o religioso.