Incorporação do rejeito de couro em placas de gesso para uso em construções rurais.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: DUARTE, Joelma Vieira do Nascimento.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA AGRÍCOLA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/35822
Resumo: Considerando que o descarte de rejeitos provenientes das indústrias podem ser prejudiciais ao meio ambiente e, considerando que a radiação solar e o excesso de emissão acústica podem ser fatores limitantes para o equilíbrio térmico, conforto acústico e o desempenho dos animais, faz-se necessário o estudo do reaproveitamento desses rejeitos, com a finalidade de minimizar os impactos ambientais, proporcionar melhorias às edificações e conforto para aqueles que as utilizam. Partindo dessa premissa, este estudo objetiva avaliar a viabilidade da implementação do rejeito de couro em pó e em forma de aparas, proveniente da indústria calçadista do município de Campina Grande-PB às placas de gesso usadas como revestimento de alvenaria e forro de cobertura, visando promover maior conforto térmico e acústico às edificações. Dessa forma, a pesquisa constou de etapas as quais realizou-se a caracterização dos materiais compostos por gesso adicionado do rejeito em pó a 2,5%, 5,0% e 10,0% e em aparas a 10,0%, 15,0% e 20,0%, e em seguida avaliou-se as suas resistências por meio do teste de flexão. Realizou-se também a avaliação de desempenho térmico e acústico, comparados à testemunha (0,0% de adição de rejeitos). Como resultado, obteve-se que o fluxo de calor apresentou valor mais elevado no tratamento de 5% de rejeito em pó e mais baixo com 10% de pó. A testemunha foi similar aos tratamentos de 2,5% de pó e 10 e 15 % de aparas. Comparando a testemunha com a inclusão de 5% de pó, observa-se acréscimo de 1,48% no fluxo de calor. Comparando o tratamento de 10% de pó com a testemunha observa-se um decréscimo de 2,60% do fluxo de calor e com relação ao isolamento acústico, observa-se que a testemunha proporcionou maior percepção de ruído e ao adicionar os rejeitos, houve diminuição no valor observado. O tratamento que apresentou menor percepção de ruído foi o com 20% de aparas, seguido em ordem crescente por tratamento com 10% de pó, 10% de aparas e 5,0% de pó, 2,5% de pó e 15% de aparas. Comparando a testemunha com o tratamento que apresentou menor ruído observa-se queda de 18,25% dos valores aferidos.