Nos bailes da História: relações de gênero e identidades em foco nas Braúnas/Baraúnas de 1950-1960.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: SANTOS, Janielly Souza dos.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Humanidades - CH
PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/28448
Resumo: Os estudos de gênero, no cenário da historiografia contemporânea, configuram-se em terreno rico em reflexões, na medida em que buscam problematizar identidades fixas, relativas ao ser homem e ao ser mulher, desnaturalizando estas identidades e procurando analisá-las a partir da dimensão relacionai que ela abrange. Neste sentido, este trabalho busca problematizar a construção histórica das Braúnas/Baraúnas nas décadas de 1950 e 1960 a partir dos relacionamentos entre os gêneros nos espaços de sociabilidades e lazer produzidos. Discorre ainda, acerca das identidades construídas para o homem e para a mulher neste espaço social e cultural, como elas eram instituídas e as possibilidades de rompimento. Deste modo, com base na análise de fontes orais, registros paroquiais, fotografias e músicas, construíram-se três capítulos, assim denominados de bailes. O primeiro baile se coloca pela construção histórica do espaço das Braúnas/Baraúnas a partir das sociabilidades promovidas junto à capela, à feira e ao grupo escolar. No segundo baile, adentrou-se ao terraço construído entre a capela e a bodega como espaço privilegiado na produção de lazer e sociabilidades, investigando e problematizando as relações de gêneros e identidades colocadas junto as novenas, as festas da colheita e da padroeira, o boi de reis, as exibições de filmes, e o ‘pano de roda’. E no terceiro, propõe-se à análise dos forrós enquanto espaços culturais praticados pelos gêneros e produtores de sensibilidades partindo dos cinco sentidos. Nesta última perspectiva, reflete-se a produção de paisagens visuais, auditivas, táteis, olfativas e gustativas na construção do espaço em festa. Ao longo dos capítulos foram diluídas discussões referentes aos namoros e casamentos, no momento que atuaram na construção da sociedade estudada, na temporalidade em questão. Para concretização desta pesquisa, dialoga-se com alguns autores, a exemplo de Certeau com suas reflexões sobre história, cotidiano, cultura e práticas do espaço; Del Priore e Pinsky com discussões sobre os relacionamentos entre os gêneros; também nos aproximamos dos estudos de Hall e Pesavento acerca da produção de identidades e sensibilidades, respectivamente.