Enriquecimento protéico do mandacaru sem espinhos (Cereus jamacaru P. DC) e palma forrageira (Opuntia ficus-indica Mill) por fermentação semissólida.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2004
Autor(a) principal: ARAÚJO, Lúcia de Fátima.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Ciências e Tecnologia - CCT
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA DE PROCESSOS
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/11390
Resumo: Foram estudados os processos de enriquecimento proteico das cactáceas mandacaru sem espinhos e palma forrageira (bioconversão) através da levedura Saccharomyces cerevisiae em fermentação semi-solida (FSS), cultivadas em condições laboratoriais, sob três níveis de concentrações do inoculo (5, 10 e 15%), espessuras distintas das camadas dos substratos (2, 4 e 6 cm) em varias temperaturas (30, 34 e 38 °C). Foram analisados os teores de matéria seca (MS), proteína bruta (PB), aumento proteico de proteína bruta (APB), proteína verdadeira (PV), aumento proteico de proteína verdadeira (APV), fibra em detergente neutro (FDN), fibra em detergente acido (FDA), hemicelulose (HC), energia bruta (EB), matéria orgânica (MO) e coeficiente de digestibilidade "in vitro" da matéria seca (DIVMS), cujos resultados foram submetidos a analise de variância, observando-se coeficiente de variação explicada (R2) e teste F com valores que validam os modelos lineares obtidos da regressão dos dados experimentais, com coeficiente de confiança de 95%. Na analise da cinética da fermentação semi-solida das duas cactáceas, objetivando determinar o tempo ideal de aumento proteico, os maiores crescimentos do microrganismo na síntese de proteínas, foram obtidos com o tempo de 48 horas. Os valores máximos dos teores proteicos, alcançados nas três concentrações do inóculos, temperaturas e espessuras das camadas estudadas nesse trabalho, foram de 28% e 26% de PB, 320 e 400% de APB, 14 e 11% de PV e 280 e 300% de APV para mandacaru sem espinhos e palma forrageira, respectivamente, sendo estes valores compatíveis ou maiores do que os concentrados convencionais utilizados como suplemento proteico para a ração animal. Os concentrados proteicos (bioprodutos) do mandacaru sem espinhos e da palma forrageira apresentaram alto coeficiente de digestibilidade "in vitro (de aproximadamente 98 e 99% respectivamente) e aumento no valor da energia bruta se comparada com os substratos na forma "in natura". No estudo do levantamento das isotermas de sorção das cactáceas em estudo, foram obtidas isotermas nas temperaturas de 30, 35 e 40°C. Observou-se que para trabalhar com atividade de água ótima (0,87) para o crescimento da levedura, deve-se iniciar o processo de fermentação com umidade inicial do substrato em torno de 90% e para conservar os enriquecidos, sem resfriar e adicionar aditivos, deve-se ter umidades residuais em torno de 15%. Conclui-se que houve eficiência na bioconversão do processo, transformando as cactáceas em estudo em bioproduto de alto valor agregado similar ou maior que os concentrados convencionais, podendo ser utilizado como alternativa alimentar para os animais na época de escassez de alimentos na região Semi Árida do Nordeste.