Avaliação da viabilidade da bioconversão do bagaço de cana-de-açúcar em metano por meio da digestão anaeróbia.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: ROCHA, Cleudivan Freire da.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Tecnologia e Recursos Naturais - CTRN
PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA CIVIL E AMBIENTAL
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/3693
Resumo: A cana-de-açúcar é uma fonte de energia renovável e abundante no Brasil. Utilizada para a produção de açúcar e álcool, em seu processo, há uma grande geração de resíduos como vinhaça, bagaço, dentre outros. Esses resíduos podem ser utilizados para fins energéticos pela combustão direta. Uma alternativa é a digestão anaeróbia, processo onde uma massa bacteriana realiza a conversão do bagaço em biogás e posteriormente em bioenergia. Para viabilizar a digestão do bagaço de cana é necessário que seus principais constituintes (celulose, hemicelulose e lignina) sejam desagregados. Para isso usa-se geralmente um processo térmico, a explosão a vapor. Neste trabalho utilizou bagaço de cana-de-açúcar prétratado com explosão a vapor para avaliar a sua conversão em metano por meio da digestão anaeróbia em reatores com regime de alimentação em bateladas sequênciais. O estudo foi realizado em duas fases, nas quais foram utilizados reatores unitários. Na primeira foi operado um reator com lodo industrial, outro com rumem bovino e o terceiro com lodo industrial e adição de enzimas industriais (cellulase e xylanase), todos com a mesma umidade e condições mesofílicas. Nessa fase a maior eficiência conseguida, em termos de remoção de sólidos voláteis, foi no reator com enzimas (R3), seguido pelo reator com rumem (R2) e pelo reator só com lodo (R1). Na segunda fase foi operado um reator de controle (R1), um com adição de enzimas na alimentação apenas (R2), outro (R3) alimentado com bagaço já hidrolisado em um reator de hidrólise enzimática e outro com adição de enzimas e recirculação de lodo (R4),. Nessa ultima fase a eficiência foi baixa, para os reatores R1, R2, R3 e R4, devido a impossibilidade de controlar adequadamente o valor do pH.. Ainda nessa fase foi realizada a caracterização do bagaço e da torta digeridas nos reatores. Nas tortas dos reatores a proporção entre os três componentes permaneceram basicamente a mesma daquela do bagaço. Como destinação do material descartado foi analisada a possibilidade da secagem em leitos naturais, tanto ao ar livre como com cobertura de plástico. A investigação experimental mostrou que seria necessária uma área muito grande para os leitos, pois a produtividade foi baixa. Pelos resultados aqui apresentados fica claro que para a digestão anaeróbia se tornar o melhor processo de aproveitamento do bagaço de cana gerado na indústria sucroalcooleira, muitos mecanismos ainda precisam ser mais bem estudados.