Trabalha quem pode, bebe e canta quem tem juízo: etnografando o uso ritualístico de álcool em um terreiro de umbanda

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Gomes, Melina Sousa
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: www.teses.ufc.br
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/10498
Resumo: Este documento visa a discussão sobre o uso ritualístico de álcool na umbanda. Trata-se de etnografia em terreiro localizado na cidade de Fortaleza-CE, uma casa de Zé Pelintra da qual sou adepta e pesquisadora. A delicadeza com a qual o tema deve ser abordado, bem como a metodologia escolhida, permeiam todos estes escritos. O mote norteador para a exploração do objetivo central foi o calendário festivo anual, por ser o momento das festas rico em evidências de conflitos e ao mesmo tempo pautar toda a rede de relações entre vivos e mortos, seres materiais e espirituais que em suas bebidas e comidas especiais comunicam-se com seus filhos. Para tanto, uma breve discussão acerca da construção do objeto, com a história da umbanda e o papel cultural da bebida alcoólica em nossa sociedade também tomam espaço no texto. Por fim, a visão, através das narrativas dos adeptos sobre o ato de beber nos terreiros da umbanda, completa o trabalho que agencia o álcool como elemento de cura, limpeza, confraternização e compromisso, mas também como possível causador de desavenças e elemento que simboliza, em suas consequências, embriaguezes em forma de castigo.