A literatura infantil entre a pedagogia e a arte-tensões e conceituação da produção literária para crianças nos anos 1930 e 1940

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Mota, Francisco Thiago de Souza
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: www.teses.ufc.br
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/10950
Resumo: Como um processo que se inicia nos primeiros anos do século XX e que obtém força e contornos mais definidos a partir da década de 1930, os livros escritos para crianças passam a ganhar a atenção de intelectuais e autoridades governamentais brasileiras. Assim, essa mesma literatura, entre o caráter pedagógico ou recreativo que possa conter, entra em um momento de definição de suas características e funções. Criadora de significados e parte da sociedade, a literatura infantil se configura em projeto para a formação do futuro cidadão e, ao mesmo tempo, guarda uma ou mais noções sobre o público ao qual ela é destinada: a infância. Esta pesquisa tem como objetivos identificar o processo de conceituação, formação e consolidação de uma literatura infantil brasileira nas décadas de 1930 e 1940, bem como as temáticas e questões presentes nessa literatura e destinadas a um imaginado leitor infantil. Para tal, foram analisadas as discussões do campo intelectual do momento estudado acerca da produção literária para crianças, principalmente, em periódicos cariocas e na documentação do INEP - Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos – e da CNLI – Comissão Nacional de Literatura Infantil – do Ministério da Educação e Saúde que permaneceu ativa entre os anos de 1936 e 1939, além de parte das obras literárias destinadas às crianças dos escritores Graciliano Ramos, Érico Veríssimo, Cecília Meireles e Viriato Corrêa. Tem se chegado à conclusão da década de 1930 como um momento crucial de crescimento da produção de livros infantis e de tensão entre a existência ou não de uma literatura infantil brasileira, o que essa literatura é e o que deve ser, para que serve e os caminhos a seguir em meio a diferentes formas de manifestação dessa produção. Mais do que isso, há uma íntima relação entre o que é delineado como literatura infantil e o entendido como infância. Sendo este, assim, parte de um processo maior de modificações sobre o entendimento do que é criança e infância.