O pensamento místico ecológico de José de Alencar em Antiguidade da América

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Ximenes, Jesus Frota
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: www.teses.ufc.br
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.repositorio.ufc.br/handle/riufc/8129
Resumo: Esta dissertação tem por objeto uma análise do pensamento místico ecológico de José de Alencar a partir da obra Antiguidade da América, escrita provavelmente no ano de 1877, relacionando-a com alguns de seus romances, tal como Iracema (1865), que dará destaque ao avanço técnico-científico, em especial no Brasil e seu impacto à natureza. A partir daí, abordará a relação do Homem com a Natureza, apresentando, por meio dos textos alencarinos e de outros críticos, o elo entre eles, que culminará em uma comunhão total do Homem com Deus (Ômega), dando, assim, origem ao terceiro mundo, que Alencar nos apresenta em Antiguidade da América. Portanto, este trabalho tem por objetivo abordar, a partir da análise da referida obra, a visão alencarina a respeito do que ele diz ser o “terceiro mundo”: uma consequência de um mundo em ruínas tomado pelos “detritos da matéria mal consumida”; mas também o de tentar explicar a ideia alencarina relacionada ao surgimento da humanidade, que aparecendo na América, fará um giro pelos continentes até retornar à própria origem, ou seja: o continente americano, onde o segundo mundo, o mundo da matéria (histórico), dará vez ao terceiro, a surgir de um dilúvio de fogo, fazendo aparecer, assim, a civilização cósmica de que falávamos, quer dizer: Deus, o Homem e a Natureza, que passam a viver em perfeita harmonia. Também veremos como ocorre o processo de purificação cósmica em suas obras indianistas e a relação com Antiguidade da América. Este trabalho terá como apoio teórico, os pensadores Pascoal Acot (1990), Afrânio Coutinho (1980, 1999), Keith Thomas (2010), Eric J. Hobsbawm (1990, 2009), dentre outros estudiosos da área.