Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Lauriston, Roberto Jorge Bezerra |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
http://repositorio.ufc.br/handle/riufc/79455
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Resumo: |
No lingotamento contínuo do aço, a escolha do pó fluxante é decisiva para a lubrificação e controle de transferência de calor no molde. Defeitos como trincas longitudinais e breakouts (ruptura da casca sólida do aço em formação) ocorrem devido ao elevado ou insuficiente fluxo de calor existente entre o molde e o aço fundido. O uso do fluoreto de cálcio (CaF2) na produção de pós fluxantes apresenta vantagens relacionadas a um processo estável de lingotamento contínuo e à produção de aços isentos de defeitos. Emissões gasosas de flúor (proveniente do fluoreto de cálcio) poluem o ar do ambiente e representam um risco potencial para a saúde e segurança dos operadores da fábrica. Em contato com a água de resfriamento, geram ácido fluorídrico (HF) provocando problema para armazenamento e utilização de resíduos sólidos. Em máquinas de lingotamento contínuo, o flúor pode se acumular na água de resfriamento secundário, levando a uma redução do valor de pH. Em tal meio, os componentes da planta e do equipamento são suscetíveis ao desgaste. O ácido fluorídrico, que é gerado durante o processo de vazamento contínuo do pó do molde, aumenta drasticamente a taxa de corrosão, especialmente na parte inferior, onde há uma alta quantidade de água que acelera o processo de corrosão trazendo prejuízo econômico significativo no equipamento. Com isso, cada vez mais, as usinas siderúrgicas vêm sendo forçadas a minimizar a emissão de poluentes como o flúor. Nesse trabalho, foi realizado o estudo cinético de cristalização de uma amostra de pó fluxante, produzida em laboratório livre de flúor, que foi chamada de pó fluxante A. A análise térmica por calorimetria exploratória diferencial (DSC), que mede o fluxo de calor em função do tempo a uma temperatura constante, permite analisar a cinética de cristalização do pó fluxante no molde durante o processo de lingotamento contínuo. O processo de cristalização libera calor, formando um pico exotérmico na curva térmica da DSC. A taxa de liberação de calor é proporcional à taxa de cristalização, possibilitando obter o grau relativo de cristalinidade pela relação entre a área parcial e a área total do pico exotérmico de cristalização. Os parâmetros cinéticos calculados para pó fluxante A foram comparados com os de pós fluxantes contendo flúor disponíveis na literatura. Os valores encontrados indicam que o pó fluxante A é propício a substituir pós fluxantes com flúor. |